17 maio 2011

A importância da cor

 


.......................................................................


É como com a avaliação do desempenho - o PSD está totalmente de acordo mas tem de ser diferente da que o governo do PS legislou. Também as novas oportunidades são um conceito muito meritório, mas não estas novas oportunidades. Só as que o PSD quiser dar, diferentes das do PS. É uma questão de cores - o PS gosta mais de cor-de-rosa, o PSD de cor-de-laranja.


............................................................


 

Imprensa acrítica

 


A propósito do post que escrevi sobre a comparação entre os juros cobrados pelo FMI e pela União Europeia, fui alertada pelo comentador Jaime Santos que a diferença se deve a uma forma diferente de calcular os juros. Vale a pena ler o artigo que ele sugere.


 


É pena que estes assuntos não sejam tratados pelos comentadores e jornalistas económicos, obviamente com honrosas excepções. Tal como a campanha eleitoral, que se faz de grandes acusações e de conferências de imprensa para rebater as acusações e acusar em sentido contrário, sem qualquer tentativa de esclarecer seja o que for e seja quem for.


 


Por outro lado a direita está, e com sucesso, a lançar a ideia de que o Presidente não deverá convidar Sócrates, mesmo que ele ganhe as eleições, caso se forme uma coligação entre o PSD e o CDS. Esta teoria é uma tentativa de assegurar uma subversão dos resultados eleitorais. Quem ganhar as eleições, PS ou PSD, deve formar governo. Se a solução que encontrar não assegurar uma parlamentar maioria estável, e como tanto o PS como o PSD como o CDS já se pronunciaram a favor de um governo maioritário, então sim, poderão tentar-se outras soluções dentro do quadro parlamentar.


 


Seria melhor que todos aguardassem pelo resultado das eleições. Se o objectivo era ouvir o povo talvez seja aconselhável que primeiro o deixem falar.


 


Nota: O artigo de Ricardo Reis, em português, no DE.



 

16 maio 2011

Revisitamos

 Luke Gattuso


 


Entre os dedos tenho ainda pequenas gotas de chuva


daquele dia que revisitamos sempre que nos queremos.


E ainda queremos.


 

Frémito

 



Sayaka Kajita Ganz: Loner


 


Tento precisar o momento da desistência.


Um frémito nos lábios um recuo dos ombros


um leve cerrar de olhos que não se percebe


que não se alcança. Tento apagar


a sombra que se instala.


 


Entre a luz da certeza


o intervalo da negação.


 


 

13 maio 2011

Médicos "de segunda"

 


Mais uma vez, e infelizmente, fui precipitada ao aceitar uma notícia como verdadeira.


 


Isto tem a ver com as cartas que o Dr. Pereira Coelho, Presidente da Secção Regional do Sul da OM, escreveu à Ministra da Saúde, questionando-a sobre o facto de haver médicos, no caso colombianos, a exercerem medicina sem esterem reconhecidos pela OM, o que é ilegal.


 


Pelos vistos o Dr. Prereira Coelho não sabia que as licenciaturas desses Colegas tinham sido validadas pela Universidade do Porto. O Bastonário da OM parece que estava ao corrente. Mas agora preocupa-o, assim com à FNAM, a competência destes Médicos que não sabem receitar pílulas nem fazer citologias. Ficamos descansados com esta preocupação, mas estranhamos que seja dirigida apenas ao médicos colombianos - será que não há médicos portugueses que não sabem fazer citologias? Como está a OM, ou a FNAM, a avaliar os Colegas? Quem lhes pediu para que os avaliassem? É habitual haver auditorias à competência técnica dos médicos?


 


Tanto quanto sei, para que médicos estrangeiros possam exercer Medicina em Portugal, têm que ver a respectiva licenciatura validada por uma Universidade portuguesa e a especialidade avaliada por um júri, nomeado pelo respectivo Colégio de Especialidade. Caso o curriculo seja julgado insuficiente, o médico pode exercer medicina e fazer a especialidade on job, ou seja, com um Tutor, até fazer o currículo apropriado para o poderem considerar Especialista.


 


Este coro de vozes da OM e da FNAM apenas dão razão a quem pensa que a verdadeira razão de tanta preocupação se prende mais com xenofobia ou medo da concorrência, do que com a qualidade da medicina praticada.


 

11 maio 2011

Juros europeus

 


Não deixa de ser extraordinário a União Europeia cobrar juros bastante mais altos do que o FMI. Esta é uma boa imagem da União e da Solidariedade da Europa.


 


Haja ao menos alguém que se pronuncie contra e que proteste.


 


Nota: Vale a pena ler A. Teixeira.


 

Objectos

 



Gerry Judah 


 


Dando as voltas imóveis dos objectos


que me guardam a memória, envio sinais


irrequietos para o medo. Entre os dentes


nem cigarros nem sorrisos. Está tudo


em pequenos cilindros instantâneos


que se aquecem sem acelerador.


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...