11 maio 2011

Coligações

 


Estão todos muito preocupados com a solidão de Sócrates e com a aparente impossibilidade de se fazerem coligações pós eleitorais com o PS, caso José Sócrates ganhe as eleições.


 


Mas numa coisa eu estou de acordo com Ricardo Costa. Qualquer dos líderes do PS ou PSD que perca as eleições, demitir-se-á. Também estou convencida disso e espero que isso seja verdade.


 

Debates

 


Não tenho assistido aos debates entre os líderes dos vários partidos, com excepção de um pequeno fragmento do debate entre Paulo Portas e José Sócrates e entre Francisco Louçã e José Sócrates.


 


Mas tudo o que tenho lido e ouvido, agora mesmo na SIC, nos ensina e explica que Sócrates perde com todos. Ricardo Costa demonstra a péssima escolha de Sócrates que, no fim deste debate, falou para o eleitorado do PSD e não para o eleitorado do BE, que ele deveria ter tentado seduzir.


 


O fragmento que ouvi do debate entre Louçã e Sócrates foi aquele em que Louçã disse, sem ambiguidades, honra lhe seja feita, que nunca faria parte de um governo cumprisse o acordo com a Troika, colocando-se imediata e irremediavelmente de fora de qualquer voto de alguém que, minimamente, use estes debates para decidir o seu voto. O BE está, ele próprio a afastar os seus eleitores.


 


Entretanto, não posso já ouvir Sócrates falar do pedido que fez a todos os partidos para se coligarem com ele, em 2009. A quem quer ele enganar? Mas será que alguém acredita que não importa qual o partido com se se fazem alianças, ou que Sócrates alguma vez tinha em mente fazer alianças com algum partido?


 

Placa giratória

 



David Annand: perspectives 


 


Arrasto os pneus pela calçada


adentro a força centrípeta do ímpeto


em placa giratória para o mundo.


 


Arrasto os dedos pelo teclado


adentro a culpa centrífuga do músculo


instante obrigatório do segundo.


 


 

09 maio 2011

Quizás, Quizás, Quizás

 





Ibrahim Ferrer & Omara Portuondo


 


 


 


Siempre que te pregunto

Que, cuándo, cómo y dónde

Tú siempre me respondes

Quizás, quizás, quizás



Y así pasan los días

Y yo, desesperando

Y tú, tú contestando

Quizás, quizás, quizás



Estás perdiendo el tiempo

Pensando, pensando

Por lo que más tú quieras

¿Hasta cuándo? ¿Hasta cuándo?



Y así pasan los días

Y yo, desesperando

Y tú, tú contestando

Quizás, quizás, quizás



Estás perdiendo el tiempo

Pensando, pensando

Por lo que más tú quieras

¿Hasta cuándo? ¿Hasta cuándo?



Y así pasan los días

Y yo, desesperando

Y tú, tú contestando

Quizás, quizás, quizás


 


 

Redes sociais e comunicação global


Jornal de Negócios

08 maio 2011

Contratação de médicos colombianos

 



 


Tenho exposto, neste blogue, a minha discordância profunda com muitas das declarações dos representantes da Ordem do Médicos. Ora também vale a pena difundir a minha total concordância com as cartas enviadas à Ministra da Saúde pelo Presidente do Conselho Regional do Sul, Dr. Pereira Coelho (das quais tive conhecimento pela Ana Matos Pires), não só alertando para o facto de ser falso (tanto quanto sabemos pela ausência de resposta) que os médicos colombianos tenham sido certificados pela Ordem dos Médicos, factor essencial para exercerem Medicina em Portugal, como pelas sugestões que faz à Ministra para optimizar a disponibilidade dos médicos portugueses, qualificados em Medicina Geral e Familiar.


 


A falta de Médicos em diferentes especialidades é responsabilidade de vários governos e Ministros da Saúde, o primeiro dos quais de Cavaco Silva e Leonor Beleza - X Governo Constitucional - pelo que se entende a urgência e a necessidade de haver criatividade para encontrar soluções rápidas. Sou favorável à contratação de médicos estrangeiros, sejam de que país forem, desde que devidamente habilitados para tal. Independentemente do que possamos criticar ou não, a Ordem dos Médicos é a Entidade que tem por obrigação certificar e legalizar o exercício da Medicina. Convém que o Ministério da Saúde cumpra a legislação.


 

Anatomia de um instante

 



 


A 23 de Fevereiro de 1981 o exército espanhol ocupou pela força o Congresso dos Deputados quando se votava a substituição do governo de Adolfo Suárez, demitido cerca de 1 mês antes, pelo de Calvo-Sotelo. O Tenente Coronel da Guarda Civil António Tejero, de pistola em punho, irrompe pelo hemiciclo - "¡Todo el mundo al suelo!"... “¡Se sienten, coño!"


 


Javier Cercas parte da fotografia deste momento histórico para, analisando as posturas de Adolfo Suárez, que não se deita e permanece sentado na sua cadeira, sobressaindo como um grito, o General Gutiérrez Mellado que entra numa altercação com os invasores, e Santiago Carrillo, outro grito silencioso na outra ponta da Câmara Baixa.


 


A dissecção desse instante origina um extensivo estudo da realidade espanhola desde a queda de Franco, por toda a Transição e pelos 5 anos de governo de Adolfo Suárez. O autor esmiúça a sociedade espanhola, a democracia instável, os resistentes franquistas, o exército inconformado, as autonomias e a legalização do Partido Comunista de Espanha. Partidos políticos, jornais, figuras gradas da sociedade espanhola, exército, todos conspiravam contra Suarez. O golpe era uma certeza, só não se sabia era quando seria e quem o protagonizaria.


 


É um livro que se questiona continuamente, se justifica, se põe em causa, com a preocupação de tentar perceber Adolfo Suárez, o seu gesto de nobreza, de coragem, de heroicidade, acossado por todos os que o tinham aclamado na Transição, por todos os que não lhe perdoavam a Transição, por todos os que lhe exigiam mais do que ele deu na Transição. O autor enquadra os indivíduos e as suas circunstâncias, Adolfo Suárez e a sua geração, para quem é implacável e por quem tem uma profunda admiração.


 


Depois dos excelentes Soldados de Salamina e A Velocidade da Luz, este Anatomia de um Instante supera-os em todos os aspectos.


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...