08 março 2011

Limpeza de listas

 


A actualização dos dados nos Centros de Saúde, para libertarem das listas quem nunca lá vai, porque não quer e/ou não precisa, parece uma boa ideia. Rentabilizar e gerir melhor os escassos recursos que existem, nomeadamente o reduzido número de Médicos de Família para que mais pessoas tenham acesso a cuidados de saúde atempadamente, é indispensável.


 


No entanto convém não esquecer que há algumas situações em que os doentes estão obrigados, por lei, a recorrer aos Médicos de Família, como o simples facto de precisarem de um atestado médico para justificarem faltas por doença. Mesmo quando se esteve internado num hospital integrado no SNS, é necessário um atestado passado pelo Médico de Família.


 


Estas medidas tinham o objectivo de desincentivar os atestados falsos. Mas a verdade é que dificultam muito a vida de quem, de facto, está doente. Tal como a nova ideia de obrigar a exibir um documento de identificação nas farmácias, aquando da compra de medicamentos por receita. Não é isso que vai acabar com as fraudes. Seria muito melhor que se perseguissem os prevaricadores – médicos que passam receitas e atestados falsos, farmacêuticos que falsificam usam abusivamente números de cartões de utentes, pessoas saudáveis que fingem doenças e que lesam os restantes cidadãos, em vez de inundar de leis restritivas quem cumpre.

La dama y la muerte


Javier Recio Garcia


Prémio Goya - melhor curta-metragem de animação 2010


A partir daqui


 

Gabinetes


 


 


 


Quanto maior o gabinete


mais rasteiras as pessoas que o visitam


quantas vezes as que o habitam.


 

Um dia como os outros (80)

 



(...) Assumindo-se explicitamente como representantes do Movimento Geração à Rasca, um grupo de pessoas atacou ontem, em Viseu, uma actividade do Partido Socialista. Não fizeram uma manifestação em espaço público contra o governo ou uma autoridade do Estado. Não. Não foi isso. Introduziram-se de má-fé (comprando bilhetes como se fizessem parte da agremiação) numa reunião partidária, numa acção de preparação do congresso do PS, para a boicotar. Dizem que a acção era pacífica. Nunca vi nenhuma reunião, onde os participantes estejam de boa-fé, na qual as inscrições sejam geridas recorrendo ao megafone e a vozearia. "Pacífica" quer dizer que não bateram em ninguém?! (...) As tentativas de condicionar as reuniões partidárias não são acções pacíficas. (...) É preciso dizer com clareza: estes comportamentos mostram a falta de cultura democrática de quem assim actua. (...)


 


Porfírio Silva


 

07 março 2011

Os custos da irrelevância dos mercados

Se alguma dúvida ainda houvesse quanto à irrelevância das medidas de austeridade em relação ao aplacar da ira dos mercados, a agência financeira Moody’s acabou de o demonstrar, mais uma vez. Para aqueles que continuam a defender que o pedido de ajuda ao FMI é, não só inevitável como desejável, para que se não agravem os custos da crise, gostaria de saber como justificam o contínuo castigo da Grécia.

06 março 2011

"Jesus bleibet meine Freude"


J. S. Bach - BWV 147


Orquestra Barroca de Amesterdão


 

Cobardia política

 



 


José Sócrates, perante uma manifestação de protestos contra uma medida impopular, que o seu governo decidiu, independentemente de ter cedido por compromisso com o PSD ou não, comportou-se de uma forma vergonhosa. Não sei quem ele tenta enganar, se aqueles que trata como papalvos, se a ele próprio. Qualquer das hipóteses o desqualifica muito mais do que o assumir que, ao contrário do prometido, tenha voltado atrás, como a muitas outras promessas, desde que iniciou esta legislatura.


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...