
(...) Precisamos de defender, preservar e garantir a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde, a principal transformação social do nosso sistema democrático. Precisamos de defender a escola pública, uma escola pública de qualidade e exigência. Precisamos de defender o serviço público de segurança social. (...)
Concordo com este parágrafo do Contrato Presidencial apresentado por Manuel Alegre. Como muitos outros parágrafos. Aliás com a quase totalidade do discurso.
O problema é que a garantia da sustentabilidade do SNS, a defesa da Escola Pública e da Segurança Social não se fazem com proclamações nem afirmações de princípio. Elas são necessárias mas não suficientes.
Durante a anterior legislatura Manuel Alegre personificou e liderou as forças conservadoras, de direita ou de esquerda, que se opuseram frontalmente às mudanças que possibilitavam a manutenção do SNS e a qualidade e o rigor da Escola Pública.
Manuel Alegre tem uma divergência astronómica entre o diz e o que faz. Ele foi co-responsável pela demissão de Correia de Campos e pela tentativa de paragem e boicote que foram feitos à política de Educação do anterior governo. Não há belos e patrióticos discursos que mo façam esquecer.
A Pátria e a Liberdade, o aprofundamento da democracia na Europa, a defesa da coesão social e da ética na política tem que se basear também nos actos e nas escolhas diárias. Manuel Alegre desmentiu com actos aquilo que tão bem pronuncia.