19 dezembro 2010

Denúncia contratual

 



 


(...) Precisamos de defender, preservar e garantir a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde, a principal transformação social do nosso sistema democrático. Precisamos de defender a escola pública, uma escola pública de qualidade e exigência. Precisamos de defender o serviço público de segurança social. (...)


 


Concordo com este parágrafo do Contrato Presidencial apresentado por Manuel Alegre. Como muitos outros parágrafos. Aliás com a quase totalidade do discurso.


 


O problema é que a garantia da sustentabilidade do SNS, a defesa da Escola Pública e da Segurança Social não se fazem com proclamações nem afirmações de princípio. Elas são necessárias mas não suficientes.


 


Durante a anterior legislatura Manuel Alegre personificou e liderou as forças conservadoras, de direita ou de esquerda, que se opuseram frontalmente às mudanças que possibilitavam a manutenção do SNS e a qualidade e o rigor da Escola Pública.


 


Manuel Alegre tem uma divergência astronómica entre o diz e o que faz. Ele foi co-responsável pela demissão de Correia de Campos e pela tentativa de paragem e boicote que foram feitos à política de Educação do anterior governo. Não há belos e patrióticos discursos que mo façam esquecer.


 


A Pátria e a Liberdade, o aprofundamento da democracia na Europa, a defesa da coesão social e da ética na política tem que se basear também nos actos e nas escolhas diárias. Manuel Alegre desmentiu com actos aquilo que tão bem pronuncia.


 


 

18 dezembro 2010

Reino Presidencial

 


Fiquei a saber que a Presidência da República não é um órgão unipessoal. Fiquei a saber que temos uma espécie de Reino Presidencial.


 


Andei todos estes anos enganada. As minhas desculpas ao camarada Francisco Lopes e a todos os camaradas que, em conjunto com o Comité Central, concorreram às eleições presidenciais anteriores.


 


A ignorância é muito atrevida.


 

Spaghetti Bâle

 


Está frio e escuro. Tarde de sábado invernosa, boa música e boa disposição, enrolada numa manta e divertindo-me.


 


Já que estamos em altura de escolhas e concursos, seguindo a excelente prestação deste blogue naquele que é já uma tradição natalícia da blogosfera nacional, e que tantos e tão sofisticados prémios distribui aos felizes vencedores, lanço aqui outro desafio: pretende-se eleger a peça mais estranha, maravilhosa, inútil ou genial de mobiliário que conseguirem descobrir.


 


A minha contribuição foi difícil de decidir, mas aqui está ela. A união do descanso à leitura e à natureza, tudo num cadeira que pode ser de jardim, sala, corredor ou sala de espera.


 




 Pablo Reinoso: Spaghetti Bâle


 

On the Sunny Side of the Street









Dizzy Gillespie


 


 



Grab your coat and get your hat
Leave your worries on the doorstep
Life can be so sweet
On the sunny side of the street

Can’t you hear the pitter-patter?
And that happy tune is your step
Life can be so sweet
On the sunny side of the street

I used to walk in the shade with the blues on parade
But I’m not afraid
I'm crossing over and I'm walking in clovers

If I never had a cent
I’d be rich as rockefeller
with Gold dust at my feet
On the sunny side of the street

I used to walk in the shade with them blues on parade
Now I’m not afraid
I'm crossing over and walking in clovers

Now if I never made one cent
I'll still be rich as frank sinatra
There will be goldust at my feet
On the sunny --
sunny side of the street


 


Prémio Pessoa 2010




  



Maria do Carmo Fonseca: Instituto de Medicina Molecular 


 


Reunido em Seteais, o Júri do Prémio Pessoa 2010, constituído por Francisco Pinto Balsemão, (Presidente), Fernando Faria de Oliveira (Vice-Presidente), António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, Eduardo Souto de Moura, João José Fraústo da Silva, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga, Rui Magalhães Baião e Rui Vieira Nery, decidiu atribuir o Prémio Pessoa 2010 a Maria do Carmo Fonseca.


 


Maria do Carmo Fonseca é Professora Catedrática e Diretora do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina de Lisboa. A sua contribuição original, que inclui cinco publicações durante o ano de 2010 em revistas de grande prestígio internacional, consiste na identificação dos mecanismos de transmissão de mensagens no interior da célula e tem como objetivo final a melhor compreensão de doenças causadas por erros da natureza que afetam esse processo. De um modo simples, pode descrever-se a sua investigação como o estudo do genoma em ação, pela visualização de fenómenos biológicos, por meio de técnicas muito sofisticadas de microscopia.


 


A cultura de rigor na prática científica que promove no Instituto de Medicina Molecular tem sido determinante na atração de uma plêiade de jovens investigadores, muitos dos quais doutorados fora do país, que constituem a garantia de uma excelência que se tem afirmado cada vez mais nos últimos anos.


 


Ao conceder este Prémio a Maria do Carmo Fonseca, o Júri quis reconhecer também a importância da ciência no desenvolvimento do país e afirmar a sua confiança no futuro da investigação básica em Portugal.


 


Expresso


 



Presidenciais

 



 


Tenho estado conscientemente alheada dos debates preparatórios das eleições presidenciais. A expectativa é muito baixa e dolorosa de confirmar.


 


O debate entre Fernando Nobre e Cavaco Silva mostrou, mais uma vez, os motivos porque Cavaco Silva não deve ser reeleito e porque Fernando Nobre, por muito nobres que sejam os seus motivos, objectivos e motivações, está a candidatar-se a um lugar de Presidente e não de Primeiro-ministro.


 


Mais uma vez estamos perante uma escolha quase impossível. Sem desprimor para os candidatos, pois só esse facto é importante para o sistema democrático, não há nenhum que empolgue e inspire os cidadãos. E é em tempos de incerteza e muita desesperança que as ideias e as palavras são indispensáveis para nos envolvermos.


 


Todos falam em desígnios nacionais, mas nenhum consegue apontar um que movimente o país, que faça convergir a vontade de fazer mais e melhor, de olhar em frente com alguma confiança.


 


Dia 23 de Janeiro cumpre-se um ritual cujo significado começa a escapar. Em quem votar?


 

É esta a cidade

  



Amy Casey: kept in place

 


 


É esta a cidade.


É este o nosso pequeno mundo.


É esta a nossa prisão invisível.


 


Dentro dos muros os caminhos labirínticos que percorremos.


Arrastamos o corpo e as vestes


encostamos às portas fechadas e esperamos


sempre e melancolicamente esperamos.


 


É esta a cidade que nos acolhe e nos pede


o sentir do que falta o sentir da revolta.


 


É esta a cidade.


Somos nós os parcos e demitentes cidadãos.


 


Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...