18 dezembro 2010

On the Sunny Side of the Street









Dizzy Gillespie


 


 



Grab your coat and get your hat
Leave your worries on the doorstep
Life can be so sweet
On the sunny side of the street

Can’t you hear the pitter-patter?
And that happy tune is your step
Life can be so sweet
On the sunny side of the street

I used to walk in the shade with the blues on parade
But I’m not afraid
I'm crossing over and I'm walking in clovers

If I never had a cent
I’d be rich as rockefeller
with Gold dust at my feet
On the sunny side of the street

I used to walk in the shade with them blues on parade
Now I’m not afraid
I'm crossing over and walking in clovers

Now if I never made one cent
I'll still be rich as frank sinatra
There will be goldust at my feet
On the sunny --
sunny side of the street


 


Prémio Pessoa 2010




  



Maria do Carmo Fonseca: Instituto de Medicina Molecular 


 


Reunido em Seteais, o Júri do Prémio Pessoa 2010, constituído por Francisco Pinto Balsemão, (Presidente), Fernando Faria de Oliveira (Vice-Presidente), António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, Eduardo Souto de Moura, João José Fraústo da Silva, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga, Rui Magalhães Baião e Rui Vieira Nery, decidiu atribuir o Prémio Pessoa 2010 a Maria do Carmo Fonseca.


 


Maria do Carmo Fonseca é Professora Catedrática e Diretora do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina de Lisboa. A sua contribuição original, que inclui cinco publicações durante o ano de 2010 em revistas de grande prestígio internacional, consiste na identificação dos mecanismos de transmissão de mensagens no interior da célula e tem como objetivo final a melhor compreensão de doenças causadas por erros da natureza que afetam esse processo. De um modo simples, pode descrever-se a sua investigação como o estudo do genoma em ação, pela visualização de fenómenos biológicos, por meio de técnicas muito sofisticadas de microscopia.


 


A cultura de rigor na prática científica que promove no Instituto de Medicina Molecular tem sido determinante na atração de uma plêiade de jovens investigadores, muitos dos quais doutorados fora do país, que constituem a garantia de uma excelência que se tem afirmado cada vez mais nos últimos anos.


 


Ao conceder este Prémio a Maria do Carmo Fonseca, o Júri quis reconhecer também a importância da ciência no desenvolvimento do país e afirmar a sua confiança no futuro da investigação básica em Portugal.


 


Expresso


 



Presidenciais

 



 


Tenho estado conscientemente alheada dos debates preparatórios das eleições presidenciais. A expectativa é muito baixa e dolorosa de confirmar.


 


O debate entre Fernando Nobre e Cavaco Silva mostrou, mais uma vez, os motivos porque Cavaco Silva não deve ser reeleito e porque Fernando Nobre, por muito nobres que sejam os seus motivos, objectivos e motivações, está a candidatar-se a um lugar de Presidente e não de Primeiro-ministro.


 


Mais uma vez estamos perante uma escolha quase impossível. Sem desprimor para os candidatos, pois só esse facto é importante para o sistema democrático, não há nenhum que empolgue e inspire os cidadãos. E é em tempos de incerteza e muita desesperança que as ideias e as palavras são indispensáveis para nos envolvermos.


 


Todos falam em desígnios nacionais, mas nenhum consegue apontar um que movimente o país, que faça convergir a vontade de fazer mais e melhor, de olhar em frente com alguma confiança.


 


Dia 23 de Janeiro cumpre-se um ritual cujo significado começa a escapar. Em quem votar?


 

É esta a cidade

  



Amy Casey: kept in place

 


 


É esta a cidade.


É este o nosso pequeno mundo.


É esta a nossa prisão invisível.


 


Dentro dos muros os caminhos labirínticos que percorremos.


Arrastamos o corpo e as vestes


encostamos às portas fechadas e esperamos


sempre e melancolicamente esperamos.


 


É esta a cidade que nos acolhe e nos pede


o sentir do que falta o sentir da revolta.


 


É esta a cidade.


Somos nós os parcos e demitentes cidadãos.


 


11 dezembro 2010

Razão de ser Deputado

 


Miguel Vale de Almeida fez parte das listas de cidadãos independentes candidatos pelo PS nas últimas eleições legislativas. Afirmou, antes das eleições: (...) Poderia falar de mil e uma coisas – até porque não quero ser o deputado apenas das causas LGBT (não quero, aliás, ser mais do que deputado, independente, não quero cargos executivos e tenho no horizonte da minha vida o regresso à universidade e à minha profissão depois da legislatura). (...)


 


No entanto, a sua renúncia ao mandato, a forma como é interpretada e o texto por ele escrito, fazem pensar que o único objectivo que tinha era, precisamente, ser o deputado das causas LGBT. Talvez por isso mesmo afirme que será lembrado como o o primeiro deputado assumidamente LGBT. Só que, ao contrário de Miguel Vale de Almeida, não penso que isso seja importante para a democracia. Importante é termos deputados que, ao aceitarem essa responsabilidade, representem todos os cidadãos e não apenas os seus próprios interesses, ou os de um grupo, por muito legítimos que sejam.


 

Um dia como os outros (75)

 



(...) Curiosamente, e admitindo a evidente negligência norte-americana em preservar a sua inúmera documentação classificada, os autores de toda aquela pirataria parecem ainda não ter conseguido aceder a material igualmente significativo de outras origens... Será porque os outros países todos, ao contrário dos Estados Unidos, saberem proteger devidamente dos hackers da WikiLeaks?... Falando sério, um e outro episódio parecem ser emersões à superfície dos episódios sujos de um conflito permanente pela Supremacia Global, que apenas durante o período da Guerra-Fria não precisou de se esconder tanto por debaixo do manto da hipocrisia. Que é o que me aborrece e que não me canso de denunciar. Tanto no caso da Greenpeace como no da WikiLeaks, é uma inqualificável estupidez que se pretenda camuflar estes golpes sujos sob proclamações de índole moral. (...)


 


A. Teixeira


 


 


 


(...) Lentamente, começa a ser evidente que Wikileaks é política pura e dura. A diplomacia americana sofreu um golpe da dimensão do ciclone Katrina, que a deixará a coxear por muitos anos. Na tomada de decisões, os diplomatas passam à irrelevância e os espiões serão a partir de agora mais ouvidos.


A transparência perdeu.


Uma das críticas que li e ouvi era de jornalistas que se espantavam muito por outros jornalistas (como é o meu caso) adiantarem algumas dúvidas sobre a Wikileaks. Afinal, as intenções, financiamento, origem e métodos desta organização não são totalmente conhecidos. Quero dizer: a Wikileaks publicou os segredos de outros mas não é transparente. Ora, não tendo isto a ver com liberdade de informação (visto que a informação circula) não vejo razão para pôr em causa a honestidade intelectual de jornalistas que façam perguntas, por exemplo, sobre a forma como segredos tão sensíveis foram obtidos. Quem nos garante que haja 250 mil telegramas e como é possível que um simples soldado tenha acesso a informação tão sensível? A profissão de jornalista tem a ver com um cepticismo militante que nos obriga a não engolir com demasiada facilidade certas explicações.


Em muitas discussões, Assange é uma espécie de herói da liberdade. Mas os verdadeiros heróis da liberdade contemporâneos são Aung San Suu Kyi ou Liu XiaoBo, cuja luta pela liberdade de expressão e circulação de informação não tem excitado muito os espíritos. Repito: estes dois casos são de liberdade, e bastante desesperante, enquanto que Wikileaks pertence à política, o que gera sempre mais paixões. (...)


 


Luís Naves


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...