11 dezembro 2010

Razão de ser Deputado

 


Miguel Vale de Almeida fez parte das listas de cidadãos independentes candidatos pelo PS nas últimas eleições legislativas. Afirmou, antes das eleições: (...) Poderia falar de mil e uma coisas – até porque não quero ser o deputado apenas das causas LGBT (não quero, aliás, ser mais do que deputado, independente, não quero cargos executivos e tenho no horizonte da minha vida o regresso à universidade e à minha profissão depois da legislatura). (...)


 


No entanto, a sua renúncia ao mandato, a forma como é interpretada e o texto por ele escrito, fazem pensar que o único objectivo que tinha era, precisamente, ser o deputado das causas LGBT. Talvez por isso mesmo afirme que será lembrado como o o primeiro deputado assumidamente LGBT. Só que, ao contrário de Miguel Vale de Almeida, não penso que isso seja importante para a democracia. Importante é termos deputados que, ao aceitarem essa responsabilidade, representem todos os cidadãos e não apenas os seus próprios interesses, ou os de um grupo, por muito legítimos que sejam.


 

Um dia como os outros (75)

 



(...) Curiosamente, e admitindo a evidente negligência norte-americana em preservar a sua inúmera documentação classificada, os autores de toda aquela pirataria parecem ainda não ter conseguido aceder a material igualmente significativo de outras origens... Será porque os outros países todos, ao contrário dos Estados Unidos, saberem proteger devidamente dos hackers da WikiLeaks?... Falando sério, um e outro episódio parecem ser emersões à superfície dos episódios sujos de um conflito permanente pela Supremacia Global, que apenas durante o período da Guerra-Fria não precisou de se esconder tanto por debaixo do manto da hipocrisia. Que é o que me aborrece e que não me canso de denunciar. Tanto no caso da Greenpeace como no da WikiLeaks, é uma inqualificável estupidez que se pretenda camuflar estes golpes sujos sob proclamações de índole moral. (...)


 


A. Teixeira


 


 


 


(...) Lentamente, começa a ser evidente que Wikileaks é política pura e dura. A diplomacia americana sofreu um golpe da dimensão do ciclone Katrina, que a deixará a coxear por muitos anos. Na tomada de decisões, os diplomatas passam à irrelevância e os espiões serão a partir de agora mais ouvidos.


A transparência perdeu.


Uma das críticas que li e ouvi era de jornalistas que se espantavam muito por outros jornalistas (como é o meu caso) adiantarem algumas dúvidas sobre a Wikileaks. Afinal, as intenções, financiamento, origem e métodos desta organização não são totalmente conhecidos. Quero dizer: a Wikileaks publicou os segredos de outros mas não é transparente. Ora, não tendo isto a ver com liberdade de informação (visto que a informação circula) não vejo razão para pôr em causa a honestidade intelectual de jornalistas que façam perguntas, por exemplo, sobre a forma como segredos tão sensíveis foram obtidos. Quem nos garante que haja 250 mil telegramas e como é possível que um simples soldado tenha acesso a informação tão sensível? A profissão de jornalista tem a ver com um cepticismo militante que nos obriga a não engolir com demasiada facilidade certas explicações.


Em muitas discussões, Assange é uma espécie de herói da liberdade. Mas os verdadeiros heróis da liberdade contemporâneos são Aung San Suu Kyi ou Liu XiaoBo, cuja luta pela liberdade de expressão e circulação de informação não tem excitado muito os espíritos. Repito: estes dois casos são de liberdade, e bastante desesperante, enquanto que Wikileaks pertence à política, o que gera sempre mais paixões. (...)


 


Luís Naves


 

Época natalícia 2010

 


Este Natal veste-se de tangerina. Elegante, calorosa, vitaminada, amiga do ambiente, transforma a crise numa nuvem de sorrisos e gestos largos, Natal aberto, louro, doce e vivo.


 


Receita de licor de tangerina, a preceito e mais sensível a encontro de amigos, mais bem feito a 4 ou 6 mãos, quanto mais bem regada de conversa melhor. As provas múltiplas e repetidas são essenciais.



  • Aguardente vínica bem forte

  • Casca de tangerina, apenas a parte laranja, cortada fininha e posta na aguardente bastante tempo (2 meses chegam, mas se for mais, tanto melhor)

  • Passador largo, por onde se escorre a aguardente alaranjada e se espremem as cascas maceradas das tangerinas

  • Por cada litro de aguardente, 0,750 l de xarope (0,750 l de água com 750 g de açúcar, a ferver durante 15 minutos)

  • Juntar a aguardente ao xarope

  • Levar ao lume e deixar levantar fervura

  • Filtrar a mistura (uso a máquina de filtro do café)

  • Primeira prova

  • Esperar pacientemente que se filtre todo o licor

  • Em cada mudança do filtro (sempre que escorra apenas umas gotas de licor), outra prova

  • Engarrafar - mais uma prova

  • Deixar arrefecer e rolhar

  • Última prova

  • Rotular as garrafas


 


 

07 dezembro 2010

A Escola Pública pode fazer a Diferença (III)


 


Acredito que hoje Maria de Lurdes Rodrigues esteja muito satisfeita e orgulhosa. Como é habitual, é preciso que outros nos digam o que de bom se faz em Portugal.


 


Ao contrário do que tantas figuras disseram durante a última legislatura, umas por ignorância, outras por corporativismo e ainda outras por oportunismo político, a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues foi das melhores Ministras da Educação que tivemos. E o relatório PISA disso faz eco.


 


Gostaria de ouvir agora os comentários daqueles que apelidaram a política de educação do anterior governo como a catástrofe das catástrofes, aquela que justificou a marcha dos professores e a grandiosa manifestação contra a Ministra.


 


É claro que há ainda muito que evoluir. Mas foram dados grandes e importantíssimos passos no sentido de uma mudança coerente e do redefinir de objectivos.

Um dia como os outros (74)

 



(...) Assim, a OCDE constata que Portugal melhorou nas três áreas científicas e isso deve-se, acredita a organização, às medidas políticas aplicadas desde 2005. O investimento feito em computadores portáteis, acesso à banda larga, refeições, aumento do apoio social escolar contribuíram para a evolução, aponta o relatório da OCDE. Outros factores foram o Plano Nacional de Leitura, o Plano de Acção para a Matemática, bem como a formação de professores em Matemática e Ciências. A aplicação das provas de aferição (nos 4.º e 6.º anos), assim como os exames nacionais (no final do 3.º ciclo e no secundário) também fazem parte das medidas que a OCDE elogia. Bem como a criação de novas ofertas educativas para os alunos, como os cursos profissionais. (...)


 


Público


 


(...) Andreas Schleicher refere que a melhoria de resultados "pode ser explicada em primeiro lugar pelas políticas seguidas nos últimos anos e por uma conjugação de factores como a avaliação de professores e um controlo sério da qualidade do ensino. (...)


 


DN

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...