11 dezembro 2010

Época natalícia 2010

 


Este Natal veste-se de tangerina. Elegante, calorosa, vitaminada, amiga do ambiente, transforma a crise numa nuvem de sorrisos e gestos largos, Natal aberto, louro, doce e vivo.


 


Receita de licor de tangerina, a preceito e mais sensível a encontro de amigos, mais bem feito a 4 ou 6 mãos, quanto mais bem regada de conversa melhor. As provas múltiplas e repetidas são essenciais.



  • Aguardente vínica bem forte

  • Casca de tangerina, apenas a parte laranja, cortada fininha e posta na aguardente bastante tempo (2 meses chegam, mas se for mais, tanto melhor)

  • Passador largo, por onde se escorre a aguardente alaranjada e se espremem as cascas maceradas das tangerinas

  • Por cada litro de aguardente, 0,750 l de xarope (0,750 l de água com 750 g de açúcar, a ferver durante 15 minutos)

  • Juntar a aguardente ao xarope

  • Levar ao lume e deixar levantar fervura

  • Filtrar a mistura (uso a máquina de filtro do café)

  • Primeira prova

  • Esperar pacientemente que se filtre todo o licor

  • Em cada mudança do filtro (sempre que escorra apenas umas gotas de licor), outra prova

  • Engarrafar - mais uma prova

  • Deixar arrefecer e rolhar

  • Última prova

  • Rotular as garrafas


 


 

07 dezembro 2010

A Escola Pública pode fazer a Diferença (III)


 


Acredito que hoje Maria de Lurdes Rodrigues esteja muito satisfeita e orgulhosa. Como é habitual, é preciso que outros nos digam o que de bom se faz em Portugal.


 


Ao contrário do que tantas figuras disseram durante a última legislatura, umas por ignorância, outras por corporativismo e ainda outras por oportunismo político, a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues foi das melhores Ministras da Educação que tivemos. E o relatório PISA disso faz eco.


 


Gostaria de ouvir agora os comentários daqueles que apelidaram a política de educação do anterior governo como a catástrofe das catástrofes, aquela que justificou a marcha dos professores e a grandiosa manifestação contra a Ministra.


 


É claro que há ainda muito que evoluir. Mas foram dados grandes e importantíssimos passos no sentido de uma mudança coerente e do redefinir de objectivos.

Um dia como os outros (74)

 



(...) Assim, a OCDE constata que Portugal melhorou nas três áreas científicas e isso deve-se, acredita a organização, às medidas políticas aplicadas desde 2005. O investimento feito em computadores portáteis, acesso à banda larga, refeições, aumento do apoio social escolar contribuíram para a evolução, aponta o relatório da OCDE. Outros factores foram o Plano Nacional de Leitura, o Plano de Acção para a Matemática, bem como a formação de professores em Matemática e Ciências. A aplicação das provas de aferição (nos 4.º e 6.º anos), assim como os exames nacionais (no final do 3.º ciclo e no secundário) também fazem parte das medidas que a OCDE elogia. Bem como a criação de novas ofertas educativas para os alunos, como os cursos profissionais. (...)


 


Público


 


(...) Andreas Schleicher refere que a melhoria de resultados "pode ser explicada em primeiro lugar pelas políticas seguidas nos últimos anos e por uma conjugação de factores como a avaliação de professores e um controlo sério da qualidade do ensino. (...)


 


DN

05 dezembro 2010

Sonata para viola da gamba e cravo - BWV 1028 (Andante)









Johann Sebastian Bach
Rami Alqhai - viola da gamba & Davide Merello - cravo

Tarde de sábado, no Porto


 



 


Dia gelado, cinzento, lindo. O Porto calorento, livreiro, acolhedor. No Clube Literário do Porto estivemos a conversar, a ler poemas, a trocar amabilidades, a ouvir música, a responder a perguntas, a confrontarmo-nos com as palavras e as suas ambiguidades.


 


Obrigada a quem participou e tornou uma tarde de sábado num agradável momento.


 

Da vergonha e da falta dela

 



 


Ele [Alberto João Jardim] não tem vergonha nenhuma e não têm vergonha os que aproveitam para atacar agora o Governo Regional dos Açores, esquecendo as realidades que existem na Madeira. - Carlos César


 


A falta de vergonha é uma condição que alastra perigosamente, fazendo vítimas em inúmeros representantes políticos. A falta de vergonha de Carlos César não é mais pequena que a vergonha e o alarme que sinto quando se insinua este nome como um dos possíveis sucessores à liderança do PS.


 

Oprimidos ou opressores?

 


O abandono do local de trabalho pelos controladores aéreos espanhóis originando o caos no espaço aéreo e colocando em risco milhares de pessoas, demonstra até que ponto a cegueira corporativa pode chegar.


 


Não estamos a falar de trabalhadores reivindicando condições de segurança no trabalho, redução de horário por perigosidade e desgaste rápido ou remunerações condignas. Trata-se de um grupo profissional que usa a sua especificidade e diferenciação e a cumplicidade de outros profissionais, que atestam por sua honra a doença simultânea de mais de 400 pessoas, para chantagear um governo livremente eleito, fazendo de milhares de passageiros reféns.


 


As piruetas argumentativas a que assistimos para legitimar esta pseudo greve por um lado, e para atacar as medidas extraordinárias decididas pelo governo espanhol por outro, são verdadeiramente acrobáticas.


 


Há muita gente com nostalgia revolucionária, mas esqueceu-se dos motivos e dos fins das revoluções sociais. Agora já não se defendem os oprimidos, os escravizados, os marginalizados da sociedade. Defendem-se aqueles que, por quaisquer actos, mesmo que à margem do estado de direito, estão dispostos a romper a estabilidade social.


 


São precisamente este tipo de situações que vão minando a credibilidade dos estados democráticos.


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...