Na Galeria Bernardo Marques, 5ª feira, 9 de Setembro, às 19:00 horas, Tiago Taron expõe os trabalhos do projecto Graffiti.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Na Galeria Bernardo Marques, 5ª feira, 9 de Setembro, às 19:00 horas, Tiago Taron expõe os trabalhos do projecto Graffiti.
Em Portugal há cidadãos que têm lugar cativo na televisão pública, para fazerem a sua defesa em directo. Em Portugal o Bastonário da Ordem dos Advogados e um Juíz Desembargador aceitam participar nesta iniquidade.
Em França prepara-se a reversão do princípio da igualdade perante a lei. Haverá franceses de primeira e franceses de segunda categoria; aqueles cujo castigo é perder a cidadania são os de segunda.
Era uma questão de tempo. A irresponsabilidade é total. São estes os agentes que deveriam fazer cumprir a lei.
A vida vai andando, com mais baixos que altos. De novo podemos falar muito do processo Casa Pia, dos pedófilos, dos males da justiça e dos ataques aos trabalhadores e à classe média.
Hoje, por acaso, ouvi um pouco do Forum TSF. Desconfio que há um grupo de pessoas que se combina para telefonar, tal era a homogeneidade das intervenções, saídas directamente da Festa do Avante.
Um dos intervenientes dizia que, desde o 25 de Novembro de 1975, éramos governados pelo PS e pelo PSD e que, portanto, teriam que ser outras forças políticas a tomar conta do país. Não lhe ocorreu, nem por um momento, que o PS e o PSD têm sido as escolhas eleitorais dos cidadãos. Nem sequer se percebe muito bem como é que as outras forças políticas, leia-se o PCP, podem assumir o poder – será que através de um golpe de estado?
O que entristece é que tudo é mais do mesmo, requentado e reciclado, não há qualquer rasgo de novidade. Passos Coelho já perdeu fôlego, Cavaco Silva reeditou o tabu, Manuel Alegre passeou o seu silêncio pelo Verão, Fernando Nobre revelou-se uma inexistência política, Defensor de Moura é uma perplexidade e Francisco Lopes está a cumprir uma agenda que só o PCP compreende e que funciona em quase todas as presidenciais – o colectivo à presidência.
E.E.Cummings: suicide
a vidro
rasgou a solidão dos pulsos
sob a torneira no lavatório
a água estilhaçando-se
em veias numa tempestade de ausências.
Setembro aí está, à espera das máquinas partidárias e das campanhas presidenciais, as já declaradas e as ainda por declarar.
Vive-se uma expectativa mole, lenta, preguiçosa, de ombros encolhidos. Aguardamos com a calma possível, ou com o alheamento desculpável as encenações que se preparam, as negociações de bastidores e as indignações hipócritas dos chefes de orquestras.
Assistimos à manutenção do status quo, do desemprego aos mediatismos da justiça, das coreografias sindicais às lições requentadas do Professor Marcelo.
Setembro aí está.
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...