Ramos quebrados raízes fundas tudo
arranquei e juntei e cavei buracos
individuais indefesos numa cerca levantada
em muro.
Rodeiam-me as sombras geladas das raízes sem vida
com que fui ganhando a minha própria
inexistência.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
arranquei e juntei e cavei buracos
individuais indefesos numa cerca levantada
em muro.
Rodeiam-me as sombras geladas das raízes sem vida
com que fui ganhando a minha própria
inexistência.
José Saramago foi um escritor de excepção, tanto quanto conseguimos, dentro das nossas limitações, incongruências e ignorâncias, avaliar a genialidade na literatura. Não só escrevia excepcionalmente bem como escrevia sobre temas relevantes e compunha personagens inesquecíveis.
O Evangelho segundo Jesus Cristo (1991), o livro de todas as polémicas, é dos melhores livros que lhe li. Há muitos escritores de língua portuguesa que mereceriam o prémio Nobel, mas isso não retira valor a Saramago. A inclusão dos seus textos nos livros escolares e o estudo da sua obra é natural. O facto de terem deixado de fora outros escritores não o responsabiliza e não o deslustra, tal como não deslustra quem foi esquecido. Apenas demonstra o pouco cuidado de quem participa na elaboração dos currículos escolares.
A obra de José Saramago internacionalizou-se e globalizou-se, fazendo muito mais pela língua portuguesa do que décadas de diplomatas encartados.
Como homem político, a outra faceta que conheci de Saramago, não podia estar mais em desacordo, sendo-me antipática a sua figura e o que ela representava, a sua ideologia, a sua vaidade e a sua arrogante certeza de ser detentor da verdade. Mas não é preciso admirar o homem para admirar a sua obra. E a sua foi e é admirável.
Há alturas em que, mais do que o bom senso que nos aconselha a não dar atenção a vermes, está a impotência de quem se vê enxovalhado por manifestar livremente as suas opiniões. Neste momento a publicação de correspondência privada passou a ser aplaudida como um acto de limpeza moral da corrupção suspeitada de tudo e de todos. A blogosfera rejubila com a maledicência e as tentativas de assassinato de carácter de todos quantos se aproximaram ou aproximam das posições do PS ou do governo, alimentando-se da ignomínia duma criatura desprezível.
A noção que tenho de que é inútil protestar é claríssima. Mas não deixo de dizer, quando o estômago já não suporta tanta náusea, que a calúnia é a arma dos fracos e dos cobardes e que subscrevo a indignação do Eduardo, do Valupi e dos que se incomodam com os inacreditáveis enredos da delirante personagem.
regresso sem querer às palavras
como agudas pedras de gelo.
À volta das palavras
regresso sem querer ao silêncio
como espuma desfeita entre dedos.
De volta ao silêncio
regresso à espuma das palavras
entre os dedos pedras desfeitas.
Então e o Quenervos não era o Eprecisoetercalma que comentava os posts do Estoucheiodecalma no blogue daquele grupo de apoio ao... hummm... aaa... Primeiro?
E não era também primo do tio da cunhada da ex-mulher da namorada do sobrinho do fundador do masqueascoqueistoe.belogue.come, onde se comentavam uns aos outros e usavam aqueles documentos e emails sigilosamente guardados como SPAM?
A verdade é que nunca vi o Quenervos mas tenho a certeza de que o Estoucheiodecalma era nada mais nada menos que Porestaequeeunaoesperava, aquela estranha criatura com gostos pouco recomendáveis, e que foi convidada pelo jornalista vendido ao companheiro que tinha sido comprado pela promessa do convite da assessora daquele cargo importantíssimo de abrir a porta ao secretário do ajudante do nosso, aaaa... hummmm... Chefe.
Mas posso provar, até porque guardei os guardanapos lambuzados onde estava escrevinhado o plano para comprar a casa do pai do contínuo do prédio ao lado da rua onde passava o....esse mesmo, que alguém me aliciou para despejar o caixote do lixo do blogue masqueascoqueistoe.belogue.come. Mas eu preveni-me e fechei o blogue. Mas gravei os comentários e sei que o Aiquenojo também assina Estoufartadisto e ainda como Estatudodoido.
Mas eu guardei. Tudo. Depois apaguei. Tudo. Nem pensem que me enganam.
Afinal quais foram as razões que levaram a ARSLVT a decidir o encerramento das urgências pediátricas no período nocturno, entre 15 de Junho e 15 de Setembro, nos Centros Hospitalares Barreiro-Montijo e de Setúbal?
Segundo o Portal da Saúde, no dia 9 deste mês, para além da escassez dos profissionais:
(...) Tendo em conta que o movimento assistencial registado habitualmente quer no Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, quer no Centro Hospitalar de Setúbal, no período das 0 às 9 horas, é em média de 8 crianças, com episódios de gravidade ligeira a moderada e que raramente geram internamento, o Hospital Garcia da Orta reúne as condições necessárias para assegurar resposta a todas as necessidades de assistência médica diferenciada. Esta instituição encontra-se a cerca de 40 km de distância, percurso que, em auto-estrada, pode ser efectuado em 30 minutos. (...)
Mas então, quais foram as razões que levaram a ARSLVT a recuar na sua decisão? Segundo o Público de hoje:
(...) Verificando-se que o Centro Hospitalar de Setúbal e o Centro Hospitalar de Montijo-Barreiro estão em condições de assegurar as escalas de pediatras, garantindo o normal funcionamento da Urgência Pediátrica, a ARSLVT não vê, neste momento, a necessidade de reorganizar o horário das urgências pediátricas no período do Verão, mantendo-se assim os serviços de Pediatria em funcionamento ao longo das 24 horas do dia (...)
(...) A ARSLVT gostaria de agradecer publicamente aos profissionais de saúde dos serviços em questão a disponibilidade para assegurarem o normal funcionamento dos serviços no período do verão, evitando assim incómodos para os utentes (...)
O que mudou nestes últimos 5 dias? Aumentou muito o número de crianças atendidas durante a noite? Aumentou muito a gravidade das situações de urgência? Aumentou muito o número de Pediatras nos Hospitais? Os Pediatras desistiram das férias?
Se não foi devidamente explicada a primeira decisão, pior foi a segunda. Este tipo de ziguezagues só aumenta a desconfiança dos profissionais e das populações. Onde está a racionalização dos serviços, a preocupação com a qualidade dos cuidados prestados? Onde está a política de saúde deste governo?
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...