26 março 2010

Diário aberto


 


Depois de cerca de 1600 dias a escrever neste blogue, 125 pessoas por dia, em média, vieram ler ou ouvir o que postei.


 


Estou espantada e orgulhosa. Não sei o que esperava a 5 de Novembro de 2005. Ainda hoje me pergunto porque mantenho este diário aberto, em que as opiniões muitas vezes não espelham as dúvidas que me assaltam, as mudanças de humor, os estados de alma, o que vou descobrindo de mim e do mundo.


 


Obrigada a estes mais de 200.000 visitantes.


 

24 março 2010

Autismo

Já todos percebemos que ninguém está minimamente preocupado com o facto do Primeiro-ministro ter dito ou não a verdade sobre o negócio da TVI. O que tem interessado a oposição, nomeadamente o PSD, é desgastar continuamente a imagem de Sócrates, pela manifesta incapacidade de o derrotarem convencendo os cidadãos de que tem uma alternativa para o país.


 


As audições na comissão de ética são inequívocas. Até Nuno Santos desqualifica Mário Crespo. Acredito que o país inteiro encolha os ombros perante tanto disparate.


 


 


Entretanto os sindicatos continuam a delapidar todo o seu já escasso potencial de defensores dos trabalhadores. As greves anunciam-se e fazem-se por aumentos salariais. Da função pública aos pilotos da TAP, passando pela CP e pela REFER, o autismo é total.

Agências de rating

É muito estranho o timing da agência Fitch, que piorou a classificação da dívida portuguesa. Na verdade não percebo nada de economia, mas se isto não é especulação e chantagem, parece muitíssimo. Por um lado elogiam o PEC, por outro sugerem que não vai ser cumprido e contribuem grandemente para essa possibilidade.


 


Cada vez mais esta obrigação de um estado, de um país, obedecer às agências financeiras, tomando as medidas que elas entendem e sujeitando-se a este tipo de análises e de má publicidade, me revolta. Isto não é melhorar a nossa economia. Isto é obedecer a uma lógica de ganhar dinheiro a todo o custo.

23 março 2010

Ser poeta / Perdidamente

 


 










 


 


Poema de Florbela Espanca


Trovante


 


 


Ser poeta é ser mais alto, é ser maior


Do que os homens! Morder como quem beija!


É ser mendigo e dar como quem seja


Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!


 


É ter de mil desejos o esplendor


E não saber sequer que se deseja!


É ter cá dentro um astro que flameja,


É ter garras e asas de condor!


 


É ter fome, é ter sede de Infinito!


Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...


É condensar o mundo num só grito!


 


E é amar-te, assim, perdidamente...


É seres alma, e sangue, e vida em mim


E dizê-lo cantando a toda a gente!

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...