Bach - Concerto Brandenbourg nº 1, 3
Claudio Abbado
Orquestra Mozart de Bolonha
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Bach - Concerto Brandenbourg nº 1, 3
Claudio Abbado
Orquestra Mozart de Bolonha
As eleições presidenciais tomaram importância acrescida desde o episódio das escutas a Belém. Ao perder credibilidade e capacidade de acção, perante a crise económica e a crise política que se avizinha, seria necessário um Presidente respeitado pelas restantes instituições, que fosse capaz de congregar esforços sem intervir na luta partidária.
Manuel Alegre apresentou-se às últimas eleições presidenciais sem o apoio do PS. Foi um erro político de Sócrates que, ao arrepio de muitas vozes dentro e fora do PS, preferiam um candidato que englobasse a área do centro esquerda. Mário Soares surgiu já derrotado e Cavaco Silva capitalizou a existência de duas candidaturas com base na matriz socialista.
Votei em Manuel Alegre. O meu blogue surgiu precisamente com o objectivo de, dentro do pouco que podia, fazer campanha por aquela candidatura. As minhas razões estão explicadas ao longo desses dias e não vou repeti-las.
Passaram-se quatro anos e tivemos uma legislatura inteira de governo socialista. Foi um governo que tentou apresentar alternativas, fazer reformas, mudar o que estava parado. Manuel Alegre, ao longo de toda a legislatura, fez um contraponto muitas vezes incompreensível à política governamental. Estão neste grupo as críticas à actuação do Ministro Correia de Campos, acusando o governo de tentar destruir o SNS, e à actuação da Ministra da Educação, pactuando com a demagogia e o populismo dos partidos que se dizem de esquerda, mas cuja defesa da escola pública se limita à defesa dos interesses instalados de uma classe profissional.
Os jantares de apoio a Manuel Alegre são os preparativos para uma onda de dinamização para a próxima candidatura a Belém. Respeito Manuel Alegre e penso que será sempre uma referência, pelo menos é-o para mim, pela sua frontalidade e pela forma de exercer a cidadania. Mas se Manuel Alegre não está refém de ninguém também o PS não deverá estar refém de Manuel Alegre. E seria bom que Manuel Alegre e os seus apoiantes pensassem se essa é a candidatura que melhor servirá o país.
(Também aqui)
O que é preciso é pedir uma comissão de inquérito. Não interessa porquê nem com que objectivo, só interessa que é contra o governo de Sócrates, este ou o anterior. Como deste ainda há muito pouco a inquirir, restam quatro anos de medidas que desagradaram à oposição, seja ela qual for. Portanto a palavra de ordem é: comissão de inquérito.
A primeira proposta, que eu até acharia interessante e talvez esclarecedora, foi uma comissão parlamentar para averiguar se teria havido ou não intromissão política ilegítima por parte do governo anterior na linha editorial dos órgãos de comunicação, mais precisamente na TVI e no Público. Foi o próprio Pacheco Pereira que insinuou que isso seria feito num dos programas da Quadratura do Círculo, após a sugestão de Lobo Xavier. Isto à boleia da vergonhosa defesa da publicitação das escutas entre Sócrates e Armando Vara, que Manuela Ferreira Leite quis transformar em problema político.
Mas essa grande ocasião esvaziou-se repentinamente e o problema da asfixia democrática e do controlo dos media deixou de ser importante e motivo para uma comissão parlamentar de inquérito.
Portanto vamos a outra – uma comissão parlamentar de inquérito que avalie as brumas por detrás do Magalhães, aquele tão maléfico engenho, de tão maléfico engenheiro, promovido por tão maléfico governo.
É esta a legislatura que nos espera – a tentativa de desfazer tudo o que foi feito durante 4 anos. Mas, a avaliar pelas alternativas, é para fazer o quê?
(Também aqui)
Aires de Tango
Paredón,
tinta roja en el gris
del ayer...
Tu emoción
de ladrillo feliz
sobre mi callejón
con un borrón
pintó la esquina...
Y al botón
que en el ancho de la noche
puso el filo de la ronda
como un broche...
Y aquel buzón carmín,
y aquel fondín
donde lloraba el tano
su rubio amor lejano
que mojaba con bon vin.
¿Dónde estará mi arrabal?
¿Quién se robó mi niñez?
¿En qué rincón, luna mía,
volcás como entonces
tu clara alegría?
Veredas que yo pisé,
malevos que ya no son,
bajo tu cielo de raso
trasnocha un pedazo
de mi corazón.
Paredón
tinta roja en el gris
del ayer...
Borbotón
de mi sangre infeliz
que vertí en el malvón
de aquel balcón
que la escondía...
Yo no sé
si fue negro de mis penas
o fue rojo de tus venas
mi sangría...
Por qué llegó y se fue
tras del carmín
y el gris,
fondín lejano
donde lloraba un tano
sus nostalgias de bon vin.
Não é possível fugir. Estamos a chegar ao Natal, essa época de consumo desbragado e obrigatoriedade de bondade, sorriso e felicitações, mesmo que nos apeteça emigrar para os confins do universo.
Como há amarras demasiado fortes que impedem o isolamento total, debaixo de uma camada de cobertores e silêncio que elimine os sinos e as canções melodiosas, junto-me sempre com espírito de missão às festividades. Como dizia um outro sou uma escrava do dever. Mesmo assim ainda me divirto. Este ano vou reeditar o licor de laranja, experimentado nos idos de 2002, altura em que a crise tinha essa mesma cor.
Mas como a crise se mantém, para que possamos maldizer a nossa vida para todo o sempre, com essa cor ou com outra, e o licor de pétalas de rosa que já fiz ficou horroroso, lá terá que ser. Claro que estas iguarias necessitam de tempo. Já estão as cascas das ditas laranjas a tomar banho em aguardente há cerca de 1,5 meses. As cascas têm que ser cortadas às tiras fininhas e só se pode aproveitar a parte cor-de-laranja. A parte branca deve retirar-se sob a ameaça de ficarmos com um licor amarguíssimo.
A quantidade de cascas de laranja é mais ou menos a olho. Normalmente encho 1/3 do volume do frasco (de boca larga) e 2/3 com aguardente e vou mexendo de vez em quando. Quando o líquido já está bem da cor das cascas, passa-se à finalização.
Para cada litro de aguardente faz-se um xarope com água e açúcar (1l água/1kg açúcar). A quantidade de água e açúcar pode ser menor se pretendemos um licor mais forte (para cada litro de aguardente 7,5 dl de xarope).
Temos que filtrar a aguardente, temos que filtrar o xarope feito à parte (deixar a água ferver com o açúcar durante 10 a 15 minutos), misturar, filtrar de novo e engarrafar. Os filtros desafiam a nossa imaginação – podem usar-se guardanapos de linho ou filtros para café.
As garrafas são um prodígio de reciclagem moderna e ambiental. Lavam-se e escaldam-se, rolham-se (boa sorte para encontrar rolhas de cortiça, o que não está fácil, embora também se possam reciclar as das garrafas de vinho). Depois é só rotulá-las.
Eu costumo ir provando e provar várias vezes é um mecanismo excelente para aguentarmos as horas na cozinha a que esta função obriga.
(autor desconhecido)
As prioridades que damos às coisas e a forma como as olhamos e valorizamos são um enigma de variação terrena.
Consegui estar cerca de meia hora a ouvir as maravilhas da concepção de uma casa, descrição essa mais pormenorizada no que diz respeito à arrumação da cozinha, aproveitamento de espaço na despensa, facilitações de arrumação e limpeza, largueza e arejamento de armários de roupa sem portas, confortabilidade do aquecimento do chão e arejamento de estúdios de trabalho sem separação de áreas de privacidade.
O jornal teve que ser olhado a correr, de soslaio, mantendo metade do cérebro desligado do ouvido. As manobras de sobrevivência mental que temos que aprender são inúmeras e infindáveis.
(...) Procuramos parceiros que tenham mais alguns valores nas áreas da investigação e da educação, que tenham mais algumas ambições em termos de ciência e tecnologia com impacto no nosso futuro, e desse ponto de vista encontrámos muito bons parceiros em Portugal. (...)
Portugal está na vanguarda de muitas das inovações e estudos científicos nos campos das energias alternativas e engenharias biomédicas.
A formação e a educação são domínios em constante renovação. A Escola Pública de qualidade é crucial para que se entenda que a qualificação é uma das melhores respostas a qualquer crise.
(Também aqui)
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...