pintura de Wifredo Lam
Qualquer coisa de intermédio
no interlúdio do ser
qualquer coisa de intervalo
no espaço de entender
qualquer coisa entre duas
sem contínuo nem fim
qualquer coisa de mim.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
pintura de Wifredo Lam
Qualquer coisa de intermédio
no interlúdio do ser
qualquer coisa de intervalo
no espaço de entender
qualquer coisa entre duas
sem contínuo nem fim
qualquer coisa de mim.
Propellerheads & Shirley Bassey
The word is about, there's something evolving,
whatever may come, the world keeps revolving
They say the next big thing is here,
that the revolution's near,
but to me it seems quite clear
that it's all just a little bit of history repeating
The newspapers shout a new style is growing,
but it don't know if it's coming or going,
there is fashion, there is fad
some is good, some is bad
and the joke is rather sad,
that its all just a little bit of history repeating
.. and I've seen it before
.. and I'll see it again
.. yes I've seen it before
.. just little bits of history repeating
Some people don't dance, if they don't know who's singing,
why ask your head, it's your hips that are swinging
life's for us to enjoy
woman, man, girl and boy,
feel the pain, feel the joy
aside set the little bits of history repeating
.. just little bits of history repeating
.. and I've seen it before
.. and I'll see it again
.. yes I've seen it before
.. just little bits of history repeating
Manhãs de mantas e cardos estas manhãs de sábados moles e chuvosos, janelas escuras e opacas, lá fora pequenas rabanadas de café para separar as névoas da tristeza.
Manhãs de serviços mínimos.
Avisaram Armando Vara? Quem? Mas afinal o Primeiro-ministro estava a ser escutado? Quem autorizou as escutas? Não deveria ter sido o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça?
A total irresponsabilidade da líder do maior partido da oposição. Falta de cultura democrática e desrespeito pelo estado de direito.
(Também aqui)
Bach - Concerto Brandenbourg nº 1, 2
Claudio Abbado
Orquestra Mozart de Bolonha
Entra hoje em vigor o Tratado de Lisboa. Um Tratado aprovado pelo Parlamento Português, nomeadamente pelos dois maiores partidos políticos, em franco incumprimento da promessa eleitoral de o referendar.
Ao contrário do que uma Constituição deve ser, e este Tratado de Lisboa foi uma forma de recuperar do falhanço do Tratado Constitucional Europeu, não houve mandato para a elaboração de um tratado constitucional nem houve participação alargada dos cidadãos europeus.
Ao contrário do que se esperaria, a forma como o Tratado de Lisboa foi ratificado pela maioria dos países retira-lhe credibilidade política. Por outro lado, perante uma profunda recessão, penso que estamos todos pouco crentes nas melhorias de funcionamento das instituições europeias, que são as vantagens que se têm publicitado a propósito da necessidade deste Tratado.
Não me parece que o Tratado de Lisboa seja do conhecimento ou do interesse dos cidadãos europeus. Culpa dos cidadãos e culpa dos governantes europeus, nomeadamente dos nossos, que nunca encontraram tempo, espaço ou vontade de debater os caminhos que nos esperam, apresentando-nos este Tratado como a única solução para a continuidade da União Europeia.
Desejo, no entanto, que os seus defensores tenham razão e que este Tratado seja uma oportunidade para que a Europa seja o espaço de cidadania, solidariedade, crescimento económico e bem estar social que todos queremos.
(Também aqui)
Não tenho dúvidas de que a situação do país é difícil e complicada. Basta ouvir no rádio que há mais de 10% de desempregados para sentirmos que a crise não é apenas um estribilho de espectáculo de que se servem os media, os políticos, os empresários, os sindicatos, os reformados, os jovens, enfim, a crise é uma sombra perpétua no horizonte de todos os cidadãos.
De todos? Não, não de todos. Como sempre são os que têm menos formação, os mais pobres, os mais velhos, os mais excluídos, aqueles que vêem fechar as empresas, fechar as oficinas, aqueles a quem a mensalidade das casas, as propinas e os livros, a vida, pesa cada vez mais ao fim do mês, os que sempre sentem mais a crise.
Ontem ouvimos os mesmos senhores de sempre, sérios, honestos, de cara fechada e semblante preocupado, com as mesmas frases, os mesmos avisos, as mesmas ideias ou falta delas, a ocupar uma grande parte do serão com a impressão negativa do que já todos temos: não há solução.
João Salgueiro, António Carrapatoso, Alexandre Patrício Gouveia, João César das Neves, Jacinto Nunes e Augusto Mateus, um painel de economistas predominantemente de direita (apenas Jacinto Nunes e Augusto Mateus fizeram parte de governos socialistas), repetiram à exaustão aquilo que eles e os seus partidos dizem há mais de 10, 20 anos.
Não há outros economistas? Não há outras teses, outras propostas, outras formas de olhar para os problemas? Onde estão os jovens economistas de esquerda? Não existem? Em Junho e Julho deste ano subscreveram-se três documentos públicos contra e a favor dos investimentos públicos em grandes obras públicas. Onde estão essas pessoas com visões diferentes das que são sempre convidadas para dizer sempre as mesmas coisas?
Não há verdadeiro debate sobre economia. Há a política económica que a direita preconiza. Não conhecemos outro tipo de alternativas. Não se lhe dá voz.
(Também aqui)
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...