Bach - Concerto Brandenbourg nº 2, 3
Claudio Abbado
Orquestra Mozart de Bolonha
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Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Para quem frequentemente se esquece do que é a liberdade, fazendo comparações entre a ditadura e os dias de hoje, assim como os saudosistas do regime emergente do PREC, talvez valha a pena recordar que o que lhes permite ter essa liberdade de expressar indignação e exasperação, de forçar esse tipo de comparações e falar tanto da asfixia democrática sem ficarem asfixiados, se deve à revolução de Abril de 1974 e à contra-revolução de Novembro de 1975.
As escutas ilegais, as pressões políticas, a política do vale tudo, tiveram nesta data fortes e corajosos opositores. Convém fazermos tudo para que esses valores perdurem.
A liberdade é frágil.
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Continuo a acompanhar interessada e calmamente, as negociações entre o Ministério da Educação e os sindicatos dos professores.
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Gostaria de saber qual vai ser a leitura que os directores dos jornais que veicularam informações falsas, como a existência de escutas em que Armando Vara pedia 10.000€ para traficar influências, ou a recusa do Juiz de Aveiro em acatar as ordens do Procurador-Geral da República, por exemplo, vão fazer da sua credibilidade informativa, do serviço que prestam aos cidadãos, e quais as consequências destes factos. Ou será que apenas os políticos devem assumir as responsabilidades dos seus erros?
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Fiquei a saber, pelo programa Prós & Contras, que os Juízes e Magistrados têm um viver quase monástico, uma sabedoria de pendor divino, imunes a qualquer pressão, impermeáveis a qualquer emoção, apenas atentos à lei e aos processos. Fiquei a saber que um dos motivos pelos quais a Turquia não podia aderir à União Europeia era a ausência de sindicatos de juízes e magistrados. Fiquei também a saber que não se interrompe um Juiz, empanturrado de importância, porque ele ou lavra sentença ou abandona a sala.
Assisti a um ilustre Professor de Direito que, por reconhecer a excelências dos magistrados portugueses, a sua hombridade e dedicação pública, embora não fosse capaz de negar a autoridade do Procurador-Geral da República, defendeu que as decisões do mesmo fossem questionadas, discutidas e validadas na praça pública, pois o povo tinha o direito de saber o que teria levado dois juízes independentes a supor que o Primeiro-Ministro atentasse contra o estado de direito.
Constatei a unanimidade de todos os presentes em assumir a falta de qualidade das leis.
Assisti ontem a um debate assustador, pela crueza e violência da sensação de que não vivemos num estado que respeite o direito das pessoas, mas num estado que usa o direito e contra as pessoas e com objectivos políticos.
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poema de Ryszard Krynicki
tradução de Abel Murcia
Saint Anthony Tormented by Demons
pintura de Martin Schongauer
El siglo del progreso ha liberado demonios
que en la Edad Media
ni siquiera se habían soñado.
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Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...