Tenho lido muitos argumentos a favor e contra a legalização do casamento entre homossexuais, muitos argumentos a favor e contra um referendo sobre o assunto.
Mas usar a questionável influência que a mulher, amante, amiga, namorada, união de facto ou o que fosse possa exercer sobre o Primeiro-Ministro para defender a existência de um referendo, é verdadeiramente inédito.
Penso mesmo que, para alguém poder governar sem ser influenciado, deve cumprir o celibato obrigatório. Ou então teremos uma profusão de referendos a propósito de tudo e de nada, de forma a estarmos 100% certos de que as decisões governamentais nascem por geração espontânea.
Pois é, ter uma mulher, amante, amiga, união de facto ou o que seja com uma profissão, com opiniões próprias, que escreve em jornais e em blogues e que pode influenciar a opinião do homem, amante, amigo, união de facto ou o que seja, é absolutamente impeditivo de um poder executivo responsável e idóneo.
As mulheres, amantes, amigas, uniões de facto ou o que seja deveriam abdicar de ser pessoas, em santo sacrifício pelos homens, amantes, amigos, uniões de facto ou o que fosse, a bem da nação.