Recomeçam os debates de blogues, no Diário Económico: hoje Rui Herbon pelo SIMplex:
e Pedro Vargas David, pelo Jamais.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Recomeçam os debates de blogues, no Diário Económico: hoje Rui Herbon pelo SIMplex:
e Pedro Vargas David, pelo Jamais.
Há muitas razões pelas quais o PS não deve coligar-se com o PCP. As que são devidas ao tipo de sociedade e de regime que o PCP defende, transparente nos apoios às democracias cubana e norte-coreana, às FARC, à retórica que usa em relação àquilo que, desde o 25 de Novembro, são as políticas de direita:
E outras por questões de pura decência:
A propósito, ler também Tomás Vasques.
Nota: Também aqui.
Vale a pena ler o artigo de de Correia de Campos que saiu hoje, no Diário Económico:
Sementes de Insegurança
A entrevista da drª. Manuela Ferreira Leite no passado dia 20 (RTP-1) não foi improvisada. Assentou em três estratégias: do medo, da minimização do Estado e da superficial simplicidade. Ideias simples e aparentemente impressivas. Tremendas e negativas.
Um suposto clima de medo é agitado para fragilizar os espíritos. Pessoas e empresas teriam medo de Sócrates, apoios a empresas seriam discricionários. O défice estaria já nos 7 ou 8%, o desemprego já acima dos 10%, o país estaria em queda, e a pique, com a vitória do PS. Os 0,3% de início de retoma, devidos à retoma nos outros, sem mérito nosso. O apoio ao desemprego seria apenas indirecto, através das PME. A justiça dividida entre esferas pública e privada. Esquecendo que medo e confiança são antagónicos, admite que são privadas as engenharias de financiamento dos partidos. No limite, um barão da droga poderia ser ministro. Aí, qualquer de nós tem medo.
A minimização do Estado resulta na descrença das suas virtudes, na admissão de escutas, no considerar uma farsa a peritagem do Governador do Banco de Portugal ao orçamento inicial de 2005, (o mesmo que chefiou a peritagem encomendada por Barroso, em 2002). A coligação é com a direita, com mais submarinos, com a redução dos impostos financiada com adiantamento de rendas ou com mais Citigroup, com pagamentos na saúde e educação, pelos cidadãos no ponto de consumo, com menor financiamento da segurança social e do Estado, com erosão da base financeira da solidariedade.
A superficial simplicidade de declarar que todo o programa foi divulgado aos poucos, ao longo de um ano, tão denso que ninguém deu por ele. Que as boas ideias foram copiadas por Sócrates, tudo o que aparecer no dia 27 já foi dito e que o conteúdo de uma folha A4 "não ficaria mal" como programa. Bastaria para "travar a queda do país". Assenta no preconceito de que o português é iletrado, não lê programas de partidos, muito menos na praia, não compreende indicadores estatísticos, nem metas quantificadas e calendarizadas. Com nada de concreto se compromete. Permanece a convicção de que a educação política dos portugueses é hoje como há vinte anos. Como se o tempo tivesse parado.
Simples inexperiência, falta de treino, ingenuidade? Nada disso.
Ideias primárias para forjar simplismos. "Populares" para alimentar demagogias. Agressivas para semear ódios. Exactamente o oposto do que o país necessita para se reerguer.
António Correia de Campos, Diário Económico online, 22/08/2009
Annie Lennox
The Lord of the rings
Lay down
Your sweet and weary head
Night is falling
You’ve come to journey's end
Sleep now
And dream of the ones who came before
They are calling
From across the distant shore
Why do you weep?
What are these tears upon your face?
Soon you will see
All of your fears will pass away
Safe in my arms
You're only sleeping
[Chorus]
What can you see
On the horizon?
Why do the white gulls call?
Across the sea
A pale moon rises
The ships have come to carry you home
And all will turn
To silver glass
A light on the water
All souls pass
Hope fades
Into the world of night
Through shadows falling
Out of memory and time
Don't say: «We have come now to the end»
White shores are calling
You and I will meet again
Ainda a propósito da entrevista a Manuela Ferreira Leite, vale a pena ouvir também a última entrevista a Medina Carreira.
Poderiam fazer ambos um governo, com o mesmo programa escrito numa folha A4, curto, incisivo, exequível. Medina Carreira tem como prioridade nomear uma comissão para estudar em 3 meses o motivo porque não há investimento estrangeiro em Portugal. Também nomearia uma comissão para estudar em 3 meses como acabar com a corrupção.
Ambos minimalistas, sintéticos, sem desperdício de recursos públicos. Assim, com um governo orientado pelo Presidente da República, dos únicos políticos que não é corrupto, com os princípios de Manuela Ferreira Leite e os estudos de Medina Carreira o país, seguramente, seria salvo.
Nota: Também aqui.
Estive a ouvir com toda a atenção a entrevista que Manuela Ferreira Leite concedeu a Judite de Sousa. Ao contrário de Ana Paula Fitas penso que é uma entrevista bastante esclarecedora sobre o seu pensamento político, a forma como tem desenvolvido a pré campanha e a estratégia que está subjacente à próxima disputa eleitoral.
Manuela Ferreira Leite considera-se uma pessoa de princípios e declara que nada fará que possa ferir esses princípios e que tudo fará com base nesses mesmos princípios. Ficamos a saber que os seus princípios incluem não se pronunciar sobre aspectos de justiça, no que diz respeito à actuação de António Preto.
Ficamos a saber que considera haver asfixia democrática causada pelo governo socialista, em que as pessoas têm medo de participar seja no que for, têm medo de se pronunciar contra o governo, não se importando que os seus apoiantes lancem suspeitas e insinuações sobre as motivações de quem apoia o governo e o PS. Ficamos a saber que não lhe interesse saber se há ou não escutas na Presidência da República, apenas lhe interessando que as pessoas achem que há.
Votar em Manuela Ferreira Leite fere os princípios da transparência e do debate de ideias. Alguém a que, por princípio, só lhe interessem murmúrios e boatos em vez de factos e responsabilização, está muito afastada dos princípios fundadores de um estado de direito e democrático.
É pois uma questão de princípio não votar em Manuela Ferreira Leite.
Nota: também aqui.
Segunda semana de debates de blogue, no Diário Económico: hoje Porfírio Silva pelo SIMplex:
e Joaquim Blancard Cruz, pelo Jamais.
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...