Para quem tem sido zurzido a sério nos últimos tempos, estas sondagens mostram uma surpreendente força do PS. Será que é só pela falta de credibilidade da oposição?
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Para quem tem sido zurzido a sério nos últimos tempos, estas sondagens mostram uma surpreendente força do PS. Será que é só pela falta de credibilidade da oposição?
Parece que, afinal, também militantes do BE estiveram envolvidos na democrática e saudável convivência dos trabalhadores da CGTP e do PCP na manifestação do primeiro de Maio.
Infelizmente não me surpreende. Mas o facto de ter havido mais pessoas a serem antidemocráticas não muda em nada a intolerância dos manifestantes da CGTP e do PCP.
Ai! Minha mãe
Minha mãe Menininha
Ai! Minha mãe
Menininha do Gantois
A estrela mais linda, hein
Tá no gantois
E o sol mais brilhante, hein
Tá no gantois
A beleza do mundo, hein
Tá no gantois
E a mão da doçura, hein
Tá no gantois
O consolo da gente, ai
Tá no gantois
E a Oxum mais bonita hein
Tá no gantois
Olorum quem mandou essa filha de Oxum
Tomar conta da gente e de tudo cuidar
Olorum quem mandou eô ora iê iê ô
(Dorival Caymmi, Gal Costa e Dori Caymmi)
(pintura de Alpha Shanahan: An Afternoon with Mom)
Como todos os domingos
o dia começou contigo, mãe.
Partilhando o café e o jornal
à medida que passamos as folhas
preparamos a semana
e comparamos a vida.
Apoio as mãos nos teus ombros
e assim te apoias
no compasso de espera
com que te aguardo.
Até amanhã.
Já não era sem tempo. Ao fim de 7 anos os O'queStrada gravam o disco Tasca Beat.
Fica Oxalá te veja como aperitivo.
É esta a noção de democracia dos trabalhadores que se revêem nos métodos e nas palavras da CGTP. É esta vergonhosa manifestação de selvajaria e intolerância que defende o PCP.
Vital Moreira é um cidadão com todo o direito de se manifestar e de exercer a sua actividade política como bem entender. Quem o agrediu e pontapeou demonstra que o seu regime político ideal é idêntico ao que foi derrotado a 25 de Abril.
Vital Moreira tem a minha compreensão e solidariedade.
(a partir da Câmara Corporativa).
Nota de actualização (1): Acabei de ler que Carlos Trindade apresentou desculpas formais da CGTP a Vital Moreira. Ainda bem.
Nota de actualização (2): As desculpas de Carvalho da Silva
Nota de actualização (3): Onde estará Francisco Louçã?
(pintura de Joyce Ann Burton-Sousa: waiting for work)
Neste primeiro de Maio, mais do que nos outros 34 que celebrámos em liberdade, olhamos com apreensão para o mundo cujas regras se vão alterando.
O trabalho passou a ser um luxo, uma miragem para um sem número de jovens que não vislumbram o dia em que assumirão uma vida autónoma da dos pais. Uma miragem para quem vê a empresa a que dedicou os seus anos produtivos fechar, deixando-o sem formação, sem idade e sem forças para recomeçar.Numa sociedade cada vez mais envelhecida, que mitifica e glorifica a juventude, nem uns nem outros têm direito a existir por inteiro.
Aquilo que nunca questionámos, a existência de estruturas sindicais que defendessem os trabalhadores, não são mais do que estruturas anquilosadas e fora de época, que defendem o emprego de quem já está instalado, abominam a meritocracia e premeiam a mediocridade, sem quaisquer soluções realistas, inovadoras e verdadeiramente representativas dos problemas e aspirações de quem necessita. Cada vez mais, descrentes da solidariedade que tanto apregoámos, nos envolvemos em individualismo e competitividade do salve-se quem puder.
Por outro lado, a cultura do facilitismo, da infantilização e da desresponsabilização generalizada, o apelo à vida de lazer e ao consumismo, à imagem despojada de substância e ao efémero, faz com que se esteja a olhar para o trabalho com uma tarefa sem conteúdo de serviço público à comunidade, sem sentido de pertença e de participação no todo comum, sem o cunho da realização pessoal.
Neste dia do trabalhador talvez devêssemos reflectir colectivamente o que significa para a sociedade e para o indivíduo ter um trabalho, como agregar os anseios e as ambições de quem ainda não ingressou no mercado de trabalho, como implementar uma cultura de mérito, competência, valorização pessoal e construção cívica, exigindo dos sindicatos e dos representantes do patronato esse mesmo comprometimento, sendo indispensável definitiva entre estas estruturas e os partidos políticos.
Resilience Paula Crown O Sapo vai deixar de ser uma plataforma de alojamento de blogs. Tudo acaba. Os blogs estão em agonia e só mesmo algu...