(pintura de Janet Villasmil)
Olhamos oblíquos sinais de medo
nos ombros dos pássaros de bicos curvos
silêncios de vento nos dentes cerrados
olhamos por dentro do desejo
e não vemos.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
(pintura de Janet Villasmil)
Olhamos oblíquos sinais de medo
nos ombros dos pássaros de bicos curvos
silêncios de vento nos dentes cerrados
olhamos por dentro do desejo
e não vemos.
Supertramp
Hide in your shell cos the world is out to bleed you for a ride
What will you gain making your life a little longer?
Heaven or hell, was the journey cold that gave your eyes of steel?
Shelter behind painting your mind and playing joker
Too frightening to listen to a stranger
Too beautiful to put your pride in danger
Youre waiting for someone to understand you
But youve got demons in your closet
And youre screaming out to stop it
Saying lifes begun to cheat you
Friends are out to beat you
Grab on to what you scramble for
Dont let the tears linger on inside now
Cos its sure time you gained control
If I can help you, if I can help you
If I can help you, just let me know
Well, let me show you the nearest signpost
To get your heartback and on the road
If I can help you, if I can help you
If I can help you, just let me know.
All through the night as you like awake and hold yourself so tight
What do you need, a second-hand-movie-star to tend you?
I as a boy, I believed the saying the cure for pain was love
How would it be if you could see the world through my eyes?
Too frightening- the fires getting colder
Too beautiful- to think youre getting older
Youre looking for someone to give an answer.
But what you see is just an illusion
Youre surrounded by confusion
Saying lifes begun to cheat you
Friends are out to beat you
Grab on to what you can scramble for
Dont let teh tears...
... just let me know
I wanna know...
I wanna know you...
Well let me know you
I wanna feel you
I wanna touch you
Please let me near you
Can you hear what Im saying?
Well Im hoping, Im dreamin, Im prayin
I know what youre thinkin
See what youre seein
Never ever let yourself go
Hold yourself down, hold yourself down
Why dya hold yourself down?
Why dont you listen, you can
Trust me,
Theres a place I know the way to
A place there is need to feel you
Feel that youre alone
Hear me
I know exactly what youre feelin
Cos all your troubles are whithin you
Please begin to see that Im just bleeding to
Love me, love you
Loving is the way to
Help me, help you
- why must we be so cool, oh so cool,?
Oh, were such damn fools...
Não, não desisti do blogue. Estive longe da blogosfera, primeiro por dever, depois por prazer.
Tenho estado a recuperar as leituras dos posts, a reunir as notícias e a indignar-me.
Indigno-me com os sismos e as mortes, com a possibilidade de José Manuel Durão Barroso continuar no seu posto, o que é uma premonição da desagregação da Europa, da tristeza e do sentimento de desinteresse que vão aumentando.
Fiquei a saber que o facto do Primeiro-ministro ter processado um jornalista pelo conteúdo de um texto publicado no DN, é um pecado contra a liberdade de expressão.
Independentemente de se concordar ou não com o que o jornalista diz, tem todo o direito de o dizer. Exactamente o mesmo direito que Sócrates tem de se sentir ofendido e usar os meios legais para reparar a ofensa. Não é um pecado, não é um atentado contra a liberdade de expressão, é apenas o exercício da sua própria liberdade.
Foi um erro politicamente? Se calhar foi. Mas a democracia existe para defender toda a gente, não é para defender os jornalistas e atacar os políticos, tal como não é para defender os políticos e atacar os jornalistas.
Pressões? Não há dúvida de que as há. Quem se atrever a dizer que acha, que coloca a hipótese de Sócrates ser inocente está comprado/a, é assessor/a do governo, quadro partidário, verme rastejante, estúpido ou com espírito pidesco. Quem escrever um artigo de opinião a insultar o Primeiro-ministro está a pugnar pela justiça e pela liberdade.
Esperemos que, se algum dia escreverem artigos de opinião a insultar João Miguel Tavares ele possa usufruir da liberdade de processar o autor dos insultos, se sentir que o deve fazer.
Espero bem que estes democratas nunca cheguem ao poder.
É claro que já apareceram os comentadores para nos explicarem o que é que o Procurador Geral da República queria dizer, as contradições do comunicado, em que rapidamente a violação da deontologia profissional e comportamentos de magistrados do Ministério Público que intencionalmente e sem fundamento, visem criar suspeições sobre a isenção da investigação já foram transformados em pressões existentes e ameaças ao Sindicato dos Magistrados do MP.
E ainda por cima afirmar que tudo será investigado e inquirido, pessoas, testemunhas e contas bancárias, de quem quer que seja, são claramente declarações políticas que até ficam mal ao Procurador.
Eu acho que é melhor ler o comunicado. Além de que, se houve um Magistrado que mandou umas bocas infelizes os outros, isso pode ser pouco deontológico mas não ser pressão.
E afinal, quem eram as forças e os poderes im-pressionantes. Só o Magistrado Lopes da Mota é que deve ser inquirido? E o Sindicato dos Magistrados do MP?
COMUNICADO
Face às notícias amplamente divulgadas pela Comunicação Social sobre o chamado caso “Freeport”, após reunião com os magistrados titulares do processo e a Directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, considera-se necessário esclarecer o seguinte:
1º
Os Magistrados titulares do processo estão a proceder à investigação com completa autonomia, sem quaisquer interferências, sem pressões, sem prazos fixados, sem directivas ou determinações, directa ou indirectamente transmitidas, obedecendo somente aos princípios legais em vigor;
2º
Como os Magistrados titulares do processo expressa e pessoalmente reconheceram, não existe qualquer pressão ou intimidação que os atinja ou impeça de exercerem a sua missão com completa e total serenidade, autonomia e segurança;
3º
A existência de qualquer conduta ou intervenção de magistrado do Ministério Público, junto dos titulares da investigação, com violação da deontologia profissional, está já a ser averiguada com vista à sua avaliação em sede disciplinar e idêntico procedimento será adoptado relativamente a comportamentos de magistrados do Ministério Público que intencionalmente e sem fundamento, visem criar suspeições sobre a isenção da investigação;
4º
A investigação prossegue com a inquirição de todas as pessoas que os magistrados considerarem necessárias, com a análise de todos os fluxos e contas bancárias com relevância, bem como com o exame da documentação atinente, nacional e estrangeira;
5º
Todos os elementos de prova serão analisados e todas as informações estudadas, sem qualquer limitação para além daquelas que a equipa de investigação entender decorrerem da lei;
6º
Tem sido correcta, eficaz e dedicada a colaboração dos Órgãos de Polícia Criminal, esperando-se uma cooperação igualmente frutuosa das autoridades de outros países a quem foi solicitada, de harmonia com as leis que regem as relações internacionais;
7º
Fracassarão todas e quaisquer manobras destinadas a criar suspeições e a desacreditar a investigação, bem como as tentativas de enfraquecer a posição do Ministério Público como titular do exercício da acção penal ou a enfraquecer a hierarquia legalmente estabelecida para o Ministério Público, atenta a firme determinação da equipa de investigação de chegar à verdade última do processo e tornar conhecidos todos os factos, logo que isso seja possível;
8º
O Procurador-Geral da República e a Directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal têm completa e total confiança em toda a equipa de investigadores, designadamente nos elementos da Polícia Judiciária, que colaboram, como foi transmitido ao seu Director Nacional.
Lisboa, 31 de Março de 2009
O Procurador-Geral da República
(Fernando José Matos Pinto Monteiro)
De há uns tempos para cá, mas com maior abundância desde a exibição do famoso vídeo pela TVI, jornais, comentadores e o representante do sindicato dos magistrados do MP dizem que há pressões sobre os investigadores, que há forças poderosas a calarem a exercerem influências, que há interesses a querem arquivar o processo Freeport.
Nunca se concretiza de quem são essas pressões e quem são as forças ou os interesses poderosos, deixando no ar que é o governo, José Sócrates, figuras da administração central ou do partido do poder.
Há, no entanto, algumas pressões que existem e elas têm nomes. Basta ver este texto de Mário Crespo para perceber que ele já decidiu que José Sócrates é culpado, já determinou que deveria ter sido constituído arguido, ficando todos nós pasmados com a clarividência, os conhecimentos que tem da investigação a correr, o à-vontade que demonstra nos meandros da justiça. A pressão mediática para que se conclua que Sócrates é culpado é insuportável, todos os dias se falando do processo, fazendo com que o caso arda em fogo lento, fazendo crer que são os jornais e as televisões que estão a zelar pela verdade.
Portanto, se o processo for arquivado já está decidido porque foi: os corruptos do governo e do PS, orquestrados por Sócrates, em conluio com o Procurador Geral da República e a directora do DCIAP, Cândida Almeida, com medo que os assassinem ou os deportem para a Madeira, cedem com ignomínia a este novo ditador, que nem sequer tem a genialidade de Salazar, esse sim, um grande líder.
Sobram-nos ainda os heróicos lutadores, Manuela Moura Guedes, Mário Crespo e José Manuel Fernandes, para defenderem a liberdade e a justiça, neste país cheio de medo.
Na minha santa ingenuidade (cega e abjecta lealdade ao ditador) penso que a quem menos interessa que se arquive o processo é mesmo a José Sócrates, pois enquanto não se provar a sua culpa ou a sua inocência, nunca se livrará desta sombra.
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...