Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos,
melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Decidi reverter a moderação dos comentários. Não gosto que os comentários não sejam publicados de imediato, que não possam gerar de imediato controvérsia e discussão. É mesmo para isso que eles servem.
Por isso, em vez da moderação, eliminarei, pura e simplesmente, aqueles que achar indecorosos e insultuosos, que não acrescentem nem tenham nada de interessante a dizer.
Quem não gostar tem uma solução muito simples: não vem cá.
Quando se tem ideias sobre como fazer as coisas, qual o caminho a seguir, sobre algumas regras básicas e inquebráveis, independentemente das turbulências que possam acontecer, fica-se sempre espantado com as pedras que se levantam e que rolam pelas encostas dos acontecimentos, esmagando folhas, arrastando detritos e levantando poeira.
Será que os caminhos ficam mais visíveis e desimpedidos? O que nos leva a continua e obsessivamente tentar alinhar o desalinhado, tentar viver coerentemente e fazer o que sempre se pensou como certo, na altura em que se tem oportunidade para tal?
No entanto as dúvidas sobram e quase esmagam as certezas. Não há segurança que resista às dificuldades e depois perguntamo-nos – será que as razões não são essas, as premissas estão erradas, a visão se distorceu?
Como vislumbrar a claridade no meio translúcido e nas cortinas que se vão interpondo entre a ideia e a realidade? Será melhor manter a estrutura com receio que o movimento a altere, a perigue, ou mesmo a destrua?
Ou será que a estrutura não tem condições para se aguentar e que desabará, a qualquer instante, sobre as cabeças de quem se abriga dentro dela?
Como era de esperar todos os que ates diziam que a Ministra da Educação deveria ceder e recuar, que isso era prova de maturidade política, vêm agora dizer que o recuo e a cedência de Maria de Lurdes Rodrigues demonstra a fragilidade dela e que não tem mais condições para continuar.
Como era de esperar, as enormes dificuldades burocráticas e reuniões processuais demoradas, aliadas às críticas a vários pontos do modelo de avaliação de desempenho, reconhecidas como erros técnicos pela Ministra, não foram suficientes para acalmar a FENROF e os restante sindicatos.
Será que alguém ainda tem dúvidas quanto ao facto de os sindicatos dos professores não quererem qualquer tipo de avaliação e procurarem a demissão da Ministra?
Patético foi ver o contorcionismo de Pacheco Pereira na Quadratura do Círculo, defendendo que a Ministra não podia cair pela acção dos sindicatos e conseguindo não condenar o pedido de Manuela Ferreira Leite para a suspensão da avaliação.
O caso do BPN está a revolver águas turvas no meio da elite político-económica do nosso país.
Não percebo porque é que o PS inviabilizou a audiência de Dias Loureiro do Parlamento. Se bem que, se isto é um caso de polícia, o parlamento não deveria ser um braço do poder judicial. Mesmo assim, acho estranho.
Menos estranho mas mais caricato, deverei mesmo dizer com um descaramento inacreditável, é o pedido de garantia para um empréstimo de 750 milhões de euros, feito pelo BPP. É mesmo à cara podre!
Iniciei este blogue em 2005. Até hoje acho que tinha apagado apenas um comentário que linkava para um site pornográfico.
Infelizmente chego à conclusão que tenho que passar a moderar os comentários. Rendo-me à constatação de que há mesmo um submundo que inunda a internet com obscenidades e insultos.
De facto, ao contrário do que Jorge Simões comentou, eu sou tudo menos santa. E a paciência já se esgotou.
Quem quiser insultar terá que o fazer noutro sítio.