05 novembro 2008

Convívio virtual


(pintura de Rachel Baum: Crimson)


 


Ao longo dos últimos 3 anos, de uma forma mais ou menos regular, vou escrevendo o que me vai na alma.


 


Muitas vezes disparatei, outras tantas me enganei, mas sempre tentei discutir o que me toca, partilhar o que gosto.


 


Vou trocando afinidades, algumas alfinetadas, com pessoas sem rosto mas com a espessura do que sentem. A nossa nova sociedade incorpórea de palavras, sons e imagens.


 


Não me revejo já nalguns textos inflamados que produzi, nalgumas opiniões que expressei. Mas isso é que me dá a certeza de que não parei.


 


Assim me preparo para mais um ano.

A concretização do desejo

Ontem houve 66% de eleitores americanos que votaram. O povo escolheu um homem que não pertence a famílias presidenciáveis, um homem comum, um homem negro, deu-lhe o poder de governar o país que governa o mundo.


 


O mundo tem aquilo que desejou.


 



(foto do Público)

04 novembro 2008

BPN

Nacionalizou-se o BPN, tal como já se nacionalizaram vários bancos noutros países da Europa civilizada.


 


Mas por cá foi pouco civilizada a reacção. Aliviados só mesmo os clientes.


 


Noite eleitoral

Esta noite eleitoral é quase um reviver das memoráveis noites das primeiras eleições em Portugal. Grupos de amigos e conhecidos reúnem-se, os menos badalados nas suas casas, com o aquecedor, cervejas e amendoins, os democratas mediáticos m hotéis, com os obrigatórios convidados americanos.


 


Para além do disparate do espectáculo fácil e do enchimento das horas televisivas, não há dúvida de que o resultado das eleições presidenciais nos EUA serão um marco na nossa próxima história globalizada.

Inevitável mudança

Hoje até nos podemos esquecer do Magalhães, esse prodígio ibero-americano que todos os assessores de Sócrates usam, do Banco de Portugal que vai de ingenuidade em ingenuidade até ao descrédito final.


 


Porque hoje, com a vitória de Obama, vai começar o fim da crise.


 


Os EUA e a Europa anseiam pelo sinal de mudança. Mudança nos discursos e nas atitudes. É bom que nos convençamos que, em Portugal, as coisas também podem mudar.


 


É bom que José Sócrates se ouça a si mesmo e perceba que, mais tarde ou mais cedo, esta onda o alcançará.

Yes, we can!

 



 

02 novembro 2008

Memória

À medida que o tempo passa os factos vão-se acomodando àquilo que vivemos, que pensámos, mas sobretudo que sentimos, e que se transforma na única verdade que conhecemos.


 


Os momentos de vida que nos parecem, agora, de indizível felicidade, foram depurados dos sentimentos do quotidiano, do frio, do medo, da ânsia, da esperança.


 


Regredimos nas capacidades motoras mas cristalizamos as memórias que nos interessam e vemos apenas o que nos cabe na procura da felicidade.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...