Manuela Ferreira Leite, depois do seu sepulcral e prolongado silêncio, resolveu opinar a propósito da proposta de alteração da lei eleitoral, segundo a qual os emigrantes deveriam votar presencialmente e não por correspondência, o que eu acho muitíssimo lógico.
O único argumento que lhe ouvi justificando a limitação das liberdades e garantias dos emigrantes portugueses, é a redução dos consulados e as grandes distâncias que os eleitores terão que percorrer par exercerem o seu direito.
Segundo esta notícia do DN, nas eleições legislativas de 2005 (...) A abstenção nos dois círculos eleitorais da Emigração situou-se nos 76 por cento. Dados do Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (STAPE) apontam para uma abstenção na ordem dos 69,5 por cento na Europa e de 81,7 por cento no círculo Fora da Europa.(...)
Será que Manuela Ferreira Leite está mesmo a falar a sério?