08 março 2008

Dias mundiais

Sou pela igualdade respeitando as diferenças entre géneros, raças, gerações, culturas, religiões.

Para isso é necessário que as tarefas sejam distribuídas de forma igual e proporcional, as responsabilidades partilhadas, os direitos e os deveres assumidos da mesma forma, quer pensemos em filhos, profissão, manutenção doméstica, apoio aos mais velhos, atenção e respeito.

Os dias nacionais mundiais ou intergalácticos pouco acrescentam. Eu quero ser tratada com a dignidade que se deve a qualquer pessoa, homem ou mulher, branco, negro, amarelo ou azul às riscas, genial ou mediano, saudável ou doente, cristão, budista, muçulmano, ateu ou agnóstico, rico ou pobre.

Quero ter acesso aos mesmos cuidados de saúde, às mesmas oportunidades de aprendizagem e formação, às mesmas oportunidades de emprego e salariais, às mesmas reuniões de amigos ou profissionais, às mesmas noites a cuidar dos filhos, aos mesmos almoços familiares, às mesmas visitas a lares, a tudo, da mesma forma e com as devidas adaptações a cada um pela sua identidade única e inigualável.

(pintura de Pierre Merckl: situation sketche 6)

Terrorismo mata

O terrorismo tem tempos diferentes, mas resultados comuns: mata. Umas vezes depressa, outras devagar.

Liberdade de manifestação

As manifestações, contra ou a favor dos governos, são formas perfeitamente legítimas e democráticas de os cidadãos se exprimirem.

Por isso, as tentativas de intimidação dos que querem participar, ou dos que não querem participar são absolutamente intoleráveis.

Revista de imprensa

No Público de hoje, Pacheco Pereira pergunta se os professores estão dispostos a continuar a luta iniciada hoje, na rua, com uma greve dura, por tempo indeterminado; Vasco Pulido Valente acha que os professores não devem ser avaliados.

Curiosidades

Há uma curiosidade muito grande que eu tenho e que não sei como satisfazer:
  • quantos dos dirigentes políticos que estão contra estas reformas, esta ministra, que estão solidários com a revolta dos professores, que pensam que são necessárias reformas mas não estas, que já ocuparam cargos de responsabilidade política e técnica, desde os professores, aos dirigentes sindicais e políticos, comentadores e jornalistas, têm ou tiveram os filhos na Escola pública que esta Ministra tanto tem maltratado? E quantos os que estão de acordo com estas reformas?
  • por exemplo: José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, Valter Lemos, Jorge Coelho, Helena Roseta, Manuel Alegre, Ana Benavente, José Pacheco Pereira, Luis Filipe Menezes, Durão Barroso, Paulo Rangel, Santana Lopes, Helena Lopes da Silva, Francisco Louçã, Ana Drago, João Semedo, Maria José Nogueia Pinto, António Lobo Xavier, Nuno Melo, Paulo Portas, Mário Nogueira, Paulo Sucena....

Opiniões

Vale a pena ler este artigo de Teodora Cardoso, de que deixo aqui apenas o último parágrafo:


(através deste blogue)

07 março 2008

Em marcha

À boleia da demissão de Correia de Campos, reuniram-se as forças mais conservadoras da sociedade, à esquerda, à direita e ao centro, para remar contra as indispensáveis reformas do sistema educativo.

Vale tudo, desde a desinformação até às teorias da conspiração em que não faltam polícias à paisana a indagar o número dos professores de uma determinada escola que irão à marcha da indignação.

De facto os professores deviam estar indignados com a falta de qualidade do ensino, com o absentismo, com a ausência de participação dos pais e encarregados de educação no processo educativo, com o desrespeito de que são alvo, com a falta de disciplina, com a falta de rigor, com a ausência de formação, com a falta de dignificação da profissão docente, com o as promoções automáticas, com a inadequação de muitos profissionais, com a falta de exigência, com a normalização medíocre, com a ausência de prémio a quem merece.

A Escola pública deveria orgulhar-se por poder recrutar os melhores professores, os mais empenhados, os que produzissem resultados medidos em melhores notas, aferidas por exames nacionais, em menor abandono escolar, na aprendizagem dos mais renitentes em comparecer, dos que mais dificuldades têm, a nível social e cognitivo, no salto qualitativo de quantos lhes passassem pelas aulas. Deveria ser exigente para com os docentes, pois só assim os discentes percebem a exigência para com eles.

A Escola pública é uma necessidade se quisermos reduzir as desigualdades sociais e as desigualdades de oportunidades, se quisermos que os cidadãos com menos recursos possam ter acesso à qualidade que todos merecem, para a integração das várias culturas de imigrantes, para a aprendizagem do civismo e da solidariedade. Mas com exigência, rigor e competência, com provas dadas, com permanente formação e avaliação, dos professores e dos alunos.

A minha marcha é a favor das reformas, do estatuto da carreira docente, de maior autonomia e responsabilização das escolas, de mais e melhor trabalho, de avaliações de desempenho, de promoções por mérito. Espero que José Sócrates honre o mandato que tem e mantenha no cargo a Ministra da Educação.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...