12 janeiro 2008

Fragmento

Mesmo que não encontre
a flor a letra
o fragmento único
irrepetível
que seja exactamente
o que te falta
mesmo que a terra
me não devolva
a pegada
da tua passagem
acordarei se a porta
se encostar
abrirei os olhos
se os teus encontrar.

(trabalho de Ann Trinkle: Dream Door)

10 janeiro 2008

Extreme makeover

Não vale a pena dizer que acho uma falta de ética política o facto de não ter sido cumprida uma promessa eleitoral de Sócrates. Já aqui afirmei várias vezes que esses são os erros que se pagam caro. Se calhar não directamente Sócrates, mas a falta de confiança que se instala e que corrói a democracia.

Há pelo menos uma coisa positiva: está decidido, podemos avançar. Assim como a decisão sobre a localização sobre o novo aeroporto. Não sei é se vai ser mantida esta decisão, visto que a Ota estava determinada há muitos anos.

Não faço ideia de qual é a melhor solução. Mas interesses há-os dos dois lados, de quem defenda a Ota ou Alcochete. Ganharam os interesses de Alcochete. Esperemos que sejam coincidentes com os do país.

Outra coisa que não percebo é como certas pessoas se mantém no governo, como Mário Lino e aquele Secretário de Estado que tinha receio que os reformados não soubessem gerir a astronómica soma de 19€ que o estado lhes deve. Talvez fosse melhor fazerem um extreme makeover para ver se ninguém mais os reconhece na rua.

Totoloto

Não acerto uma!

08 janeiro 2008

Referendo

Vários jornais online e rádios consideram certo que o Tratado de Lisboa será ratificado pelo Parlamento.

Eu ainda espero para ouvir amanhã o Primeiro-Ministro anunciar na Assembleia da República que honrará o seu compromisso pré-eleitoral. Pois até já estou à espera de um jantar com boa companhia no Café de S. Bento.

07 janeiro 2008

Escuro e viscoso

Estamos instalados no reino das suspeitas, dos cantos escusos e viscosos, das nevoentas incertezas.

Tudo o que diz respeito ao BCP, ao Banco de Portugal, à CGD, à CMVM, ao Jardim Gonçalves, ao Joe Berardo, ao Vítor Constâncio, ao Paulo Teixeira Pinto, ao Luís Filipe Menezes, ao Ribau Esteves, ao Paulo Portas, ao Teixeira dos Santos, ao Santos Ferreira, ao Armando Vara, ao José Sócrates, ao Bagão Félix, ao Balsemão, ao José Manuel Fernandes, enfim, a todos esses nomes e outros que me não lembro, correspondendo a rostos que se passeiam pelos televisores, tudo é muito estranho.

O melhor será, pela calada da noite, fugirmos todos, e deixarmos o país só para eles.

(fotografia de (?): Empty darkness)

06 janeiro 2008

Moral pública

Morreu Luíz Pacheco, um escritor maldito e um homem livre.

No tipo de sociedade que estamos a construir, cheia de proibições e moralismos, de saúde e virtudes higiénicas e ecológicas, de puritanismos e fundamentalismos comportamentais, será que Luíz Pacheco teria lugar?

Informalidade

O encontro dos ministros foi informal porque apareceram quase todos sem gravata, com ar de fim-de-semana.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...