
A luta contra o terrorismo não pode justificar tudo. São horríveis as mortes de civis, libaneses, palestinianos e israelitas.
Reconheço a necessidade do estado de Israel se defender contra os seus vizinhos que o não reconhecem como tal, imbuídos de fé, transformando diferenças políticas em guerras santas. A atitude de Israel tem levado ao extremar de posições no mundo árabe, nas próprias populações que, em eleições, colocam no poder grupos radicais que defendem o terrorismo como luta legítima pelo poder.
Mas notícias destas não ajudam o estado de espírito dos países ocidentais, no sentido de obrigar Israel a um cessar-fogo para negociações políticas. Aqui não há lugar à diplomacia nem à razoabilidade. É o fanatismo e o obscurantismo que apelam a choques civilizacionais. As declarações do Ayatollah Ali Khamenei são inaceitáveis e fazem perder a esperança na paz.


