
Todos os anos aproveito a época balnear para ler sofregamente, como que lavando o cérebro e a alma, preparando-a para mais dias de falta de disponibilidade mental para a imaginação.
É muito tentador associar os personagens, as suas vidas e personalidades, às vidas e personalidades dos próprios autores. Tentador e enganador.
Mas a escrita emana directamente da sensibilidade e da vivência de quem escreve, da sua mente, das suas viagens, dos seus amores e desamores, do seu trabalho, do seu corpo, do seu relacionamento com o próximo, da sua religião, das suas caminhadas espirituais, dos seus hábitos e vícios, das suas insónias, das suas dores e gargalhadas, das suas idades exterior e interior.
E não posso deixar de colar algumas considerações aos autores que vou lendo. Depois de saborear “Longe de Manaus” de Francisco José Viegas, livro denso e enganadoramente policial, sobre as memórias, a solidão, as memórias das diversas solidões, a aceitação e a entrega, a maturidade.
É um livro que me lembra os de Manuel Vázquez Montalbán, mas para muitíssimo melhor.
É um livro velho, que mistura as cores secas e terrosas com sentimentos subterrâneos, como as águas lodosas de Manaus.
Gostei mesmo muito. Do livro e do que ele revela sobre o autor. Mesmo que não seja verdade, gosto de pensar que sim.
É muito tentador associar os personagens, as suas vidas e personalidades, às vidas e personalidades dos próprios autores. Tentador e enganador.
Mas a escrita emana directamente da sensibilidade e da vivência de quem escreve, da sua mente, das suas viagens, dos seus amores e desamores, do seu trabalho, do seu corpo, do seu relacionamento com o próximo, da sua religião, das suas caminhadas espirituais, dos seus hábitos e vícios, das suas insónias, das suas dores e gargalhadas, das suas idades exterior e interior.
E não posso deixar de colar algumas considerações aos autores que vou lendo. Depois de saborear “Longe de Manaus” de Francisco José Viegas, livro denso e enganadoramente policial, sobre as memórias, a solidão, as memórias das diversas solidões, a aceitação e a entrega, a maturidade.
É um livro que me lembra os de Manuel Vázquez Montalbán, mas para muitíssimo melhor.
É um livro velho, que mistura as cores secas e terrosas com sentimentos subterrâneos, como as águas lodosas de Manaus.
Gostei mesmo muito. Do livro e do que ele revela sobre o autor. Mesmo que não seja verdade, gosto de pensar que sim.


