
Não me importo com as rimas. Raras vezes
Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra.
Penso e escrevo como as flores têm cor
Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me
Porque me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior.
Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural como o levantar-se o vento…
(poesia de Alberto Caeiro; pintura de Chaim Tamir)
Os alinhamentos editoriais são muito semelhantes, nas rádios, televisões e jornais. Todos chamam os mesmos assuntos às primeiras páginas, às notícias de abertura, com tons alarmistas e espectaculares, em letras gordas e espectrais, em vozes estridentes e tonitruantes.
Hoje acordei ao som do estudo divulgado pelo Expresso sobre a falta de equipas de detecção e acompanhamento de crianças abusadas e maltratadas, do boletim clínico de Ariel Sharon, das perguntas a Alberto João Jardim sobre o Sr. Silva e da desgraça profetizada por Mário Soares, no caso de Cavaco Silva ser eleito presidente.
Por outro lado, repentinamente descobrem-se ou redescobrem-se personagens que passam a comentar tudo, a dizer qualquer coisa sobre qualquer assunto, a aparecer em fotografias etc. Exemplos do que digo são o Prof. Sobrinho Simões e Maria Filomena Mónica.
Começo por afirmar que respeito e considero ambos. São pessoas que nos habituaram a uma postura de trabalho, rigor, inteligência e qualidade. Mas agora e sob qualquer pretexto, a sua opinião escrita e falada é pedida a propósito de tudo e de nada. Nesta sociedade de mediatização enorme e feérica, segue-se a destruição implacável dos ídolos de um dia, nem que seja pelo esquecimento, tão súbito quanto o prévio reconhecimento. Tanto se banalizam os assuntos e as pessoas, que se usam e deitam fora com o maior à-vontade.
As últimas sondagens presidenciais demonstram apenas uma coisa: que Cavaco Silva tem IMENSAS probabilidades de vencer à primeira volta. Apesar da “Grândola vila morena”, da bajulação a Alberto João Jardim, personagem inqualificável e bem demonstrativa do nível de caciquismo da nossa classe política. Ou do abraço de Mário Soares a Valentim Loureiro (outro personagem inqualificável e etc.).
Enfim, gostaria que restasse, à esquerda, a dignidade de conseguir uma segunda volta, com Manuel Alegre.
Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra.
Penso e escrevo como as flores têm cor
Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me
Porque me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior.
Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural como o levantar-se o vento…
(poesia de Alberto Caeiro; pintura de Chaim Tamir)
Os alinhamentos editoriais são muito semelhantes, nas rádios, televisões e jornais. Todos chamam os mesmos assuntos às primeiras páginas, às notícias de abertura, com tons alarmistas e espectaculares, em letras gordas e espectrais, em vozes estridentes e tonitruantes.
Hoje acordei ao som do estudo divulgado pelo Expresso sobre a falta de equipas de detecção e acompanhamento de crianças abusadas e maltratadas, do boletim clínico de Ariel Sharon, das perguntas a Alberto João Jardim sobre o Sr. Silva e da desgraça profetizada por Mário Soares, no caso de Cavaco Silva ser eleito presidente.
Por outro lado, repentinamente descobrem-se ou redescobrem-se personagens que passam a comentar tudo, a dizer qualquer coisa sobre qualquer assunto, a aparecer em fotografias etc. Exemplos do que digo são o Prof. Sobrinho Simões e Maria Filomena Mónica.
Começo por afirmar que respeito e considero ambos. São pessoas que nos habituaram a uma postura de trabalho, rigor, inteligência e qualidade. Mas agora e sob qualquer pretexto, a sua opinião escrita e falada é pedida a propósito de tudo e de nada. Nesta sociedade de mediatização enorme e feérica, segue-se a destruição implacável dos ídolos de um dia, nem que seja pelo esquecimento, tão súbito quanto o prévio reconhecimento. Tanto se banalizam os assuntos e as pessoas, que se usam e deitam fora com o maior à-vontade.
As últimas sondagens presidenciais demonstram apenas uma coisa: que Cavaco Silva tem IMENSAS probabilidades de vencer à primeira volta. Apesar da “Grândola vila morena”, da bajulação a Alberto João Jardim, personagem inqualificável e bem demonstrativa do nível de caciquismo da nossa classe política. Ou do abraço de Mário Soares a Valentim Loureiro (outro personagem inqualificável e etc.).
Enfim, gostaria que restasse, à esquerda, a dignidade de conseguir uma segunda volta, com Manuel Alegre.
Quem dera que chovesse!




