31 dezembro 2015

2016

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Sabemos todos que amanhã será apenas igual a hoje, mais um dia, melhor o pior ou igual a outros tantos que se nos sucedem, somam e continuam, enquanto nós continuamos, e depois de descontinuados.


 


E mudamos a cada instante, para o mesmo ou para outro mundo.


 


Todos os dias são únicos para procurarmos a felicidade. Amanhã e hoje. Sempre.

E para complemento

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26 dezembro 2015

SNS eficaz e sustentável - concentração das equipas

Simplificando muitíssimo, a taxa anual de rotura de aneurismas cerebrais é de 8 a 10/100.000 habitantes o que, em Portugal, significa 800 a 1.000 casos em todo o País (considerando que somos 10.000.000) ou seja no máximo cerca de 83 por mês ou 20 por semana. Se dividirmos grosseiramente o País em 5 grandes regiões - norte, centro, sul, Açores e Madeira, concluímos que, em cada uma, haverá necessidade de intervenção em 4 casos por semana.


 


É claro que têm que se acautelar as distribuições demográficas e geográficas e os perigos de transferência destes doentes, mas a verdade é que talvez devesse ser ponderada, pelo menos para algumas situações altamente especializadas, como é o caso, a concentração de esforços e a formação de equipas de urgência inter-hospitalares. Se calhar não haveria necessidade de ter 3 ou 4 centros hospitalares na Grande Lisboa (CHLO, CHLN, CHLC e Hospital Garcia de Orta, pelo menos) com equipas de urgência a funcionar em prevenção. Porque não haver uma ou 2 equipas formadas por médicos, enfermeiros e técnicos que pudessem usar um ou os vários centros hospitalares, conforme fosse mais exequível?


 


Estou apenas a dar um exemplo, não faço ideia se seria uma boa solução, mas a verdade é que provavelmente não se justifica ter equipas de cirurgia neurovascular (ou de outras especialidades) em todas as unidades hospitalares. Os meios devem ser usados criteriosamente e sem desperdício de recursos técnicos e humanos. Os custos devem ser adequados, nem a menos nem a mais.


 


Espero que as verdadeiras reformas do SNS comecem. O objectivo de servir o melhor possível e com adequação de meios deve nortear-nos a todos, decisores políticos, gestores, profissionais de saúde e cidadãos.

Da responsabilidade colectiva

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É-me tão difícil falar sobre este assunto como não o fazer. É de tal modo grave e inaceitável que a procura das razões é inevitável, ou deveria ser, para que tal não se repetisse.


 


Nos últimos dias ficamos a saber que desde 2013 não havia equipa de neurorradiologia e que, a partir de 2014 também de cirurgia neurovascular a operar aos fins-de-semana nos Hospitais de São José e de Santa Maria. Ficamos ainda a saber que o Ministério da Saúde foi indagado sobre este facto também desde 2013, pelo BE, e que o DN falou no assunto no início deste ano.


 


Multiplicam-se as justificações e as insinuações por parte dos envolvidos. Uma equipa é composta por vários tipos de profissionais e, portanto, basta que haja falha de um deles para que se inviabilize a existência da mesma. Entretanto já se brandem os juramentos de Hipócrates e os vários editoriais mais ou menos inflamados, mais ou menos informados.


 


Várias pessoas morreram. O que se passou depois da primeira morte? Como se chegou até ali? Ninguém fez nada, ninguém disse nada, ninguém fez um escândalo? Quando falo de ninguém englobo os próprios profissionais no terreno, todos, os Directores dos Serviços, os Chefes de Equipas de Urgência, os Directores das Urgências, os Directores Clínicos, as Administrações Hospitalares, os Sindicatos, as diferentes Ordens dos Profissionais. Onde estão as greves, as cartas abertas ou fechadas aos vários patamares de decisão técnica e administrativa?


 


E nós, que lemos o DN e não nos indignámos? E nós, cujo familiar morreu e não reclamámos? E nós médicos, quais as linhas vermelhas que nos traçámos? Hipócrates é apenas mais um anacronismo de uma pseudo deontologia que necessita de se alicerçar em grandes intenções e em grandes palavras. O que importa é aquilo que fazemos, não o que juramos seja lá por quem for. O que importa é que todos os dias actuemos empenhadamente para melhorar a vida dos nossos doentes, seja atendê-los o mais rapidamente possível, seja ajudá-los a entenderem o que lhes dizemos, seja investigarmos livros, consultarmos internet e incomodarmos outros colegas para fazermos um diagnóstico, seja perdermos tempo com papéis e administradores para conseguirmos medicamentos, seja recusarmo-nos a pactuar com situações que façam perigar a qualidade da nossa assistência.


 


A frase não me pagam para isto que tantas vezes dizemos ou ouvimos outros dizerem, pode ter consequências desastrosas de que nem nos apercebemos pois, em boa consciência, achamos que nos basta cumprir procedimentos, horários e/ ou formulários para justificarmos o descontentamento pela escassa e pouco digna remuneração, falta de condições de trabalho, horas de cansaço galopante.


 


A forma como se actuou na saúde, aliás como em muitos outros sectores, foi criminosa. Mas os cortes existiram em todo o País, pelo que não pode ser apenas essa a justificação de tanta incúria e desleixo. O sistema falhou não uma mas, pelo menos, 4 vezes e ninguém actuou nem ao fim da primeira, nem da segunda, nem da terceira, nem da quarta. E a única razão de ter sido divulgada agora é a existência de uma queixa dos familiares da última vítima, um homem de 29 anos.


 


É demasiado mau, demasiado grave, demasiado triste, demasiado assustador.

25 dezembro 2015

Dos Natais gastronómicos

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De facto o borrego ficou bastante bom. De pernas de peru que não havia, ao cabrito que também já tinha acabado, o almoço do dia de Natal transformou-se em perna e costeleta de borrego assadas no forno. Era mais condicente com almoço pascal, mas não faz mal, o senhor do talho foi bastante persuasivo, defendendo que o borrego era até bastante melhor que o cabrito porque o último é muito mais caro e tem mais ossos.


 


A marinada começou ontem à tarde, após a habitual confecção da aletria e das rabanadas, este ano feitas com pão de forma especial torradas. Ficaram melhores do que com as fatias mais finas, não há qualquer dúvida. O óleo gostou menos e saltou muito mais, mas são problemas menores comparados com a macieza das ditas, polvilhadas e a ensopar de açúcar e canela. As couves também já estavam arranjadas e o grão bem cozido, enquanto as postas de bacalhau (e a cara) esperavam a respectiva vez de serem cozinhadas.


 


Dizia eu que o borrego ficou a marinar em sal, pimentão doce, muito alho, cebola, tomilho, gengibre (eu agora uso gengibre em tudo), louro, margarina, azeite, vinho branco e aguardente. Antes de ir para o merecido descanso nocturno virei a perna e as costelas, para ficar tudo bem embebido. Hoje ficou a assar por duas horas e meia. Acompanhamos com castanhas, assadas ao mesmo tempo e no mesmo tabuleiro, esparregado e salada de tomate.


 


Enfim, vamos agora ficar a sopas de legumes até ao próximo Natal, depois de tanta doçaria - azevias, sonhos, fofos de abóbora, bolo escangalhado e umas maravilhosas filhós que, este ano, sofreram um upgrade aplicacional porque usei a batedeira em vez das mãos - menos tradicional mas muitíssimo mais prático, convenhamos. A revolução industrial serviu para alguma coisa.


 


E vai começar agora a degustação das ofertas recebidas. Devagar, para durar mais...

22 dezembro 2015

Governar é difícil

Começaram já as dificuldades deste governo. As esquerdas devem reflectir bem no que se vai passar. É óbvio que ninguém gosta da solução encontrada para o BANIF mas a dúvida é outra - qual a hipótese alternativa? Será este o primeiro teste à vontade das esquerdas para assumirem os problemas e os rigores da governação.


 


Quanto ao PSD e ao CDS, nem tenho palavras para a vergonha de colocarem sequer a hipótese de não apoiarem este orçamento rectificativo, quando eles são os responsáveis pelo dito.


 


António Costa tem mostrado o que é ser um Primeiro-ministro. O governo está a fazer o que pode e o que deve. Finalmente. Vamos ver quanto tempo ainda falta para que Carlos Costa se demita.

O direito à saúde

A morte de um jovem por aneurisma cerebral, num dos principais hospitais da capital do País, por não haver equipa de neurocirurgia durante o fim de semana é demasiado grave e chocante. Não é possível aceitar esta situação. Espero que, para além das demissões a que estamos a assistir, sirva pelo menos para que alguma coisa seja feita. Como é possível não haver neurocirurgia vascular de urgência em nenhum dos dois maiores Hospitais de Lisboa? Como é possível que os Directores dos Serviços de Urgência, os Directores dos Serviços de Neurocirugia, os Directores Clínicos, as Administrações Hospitalares, a própria ARS tenham convivido com esta realidade?

20 dezembro 2015

Da espiritualidade da Arte

As minhas comemorações de Natal começaram a 5 deste mês, com A Colectividade colectiva, sediada no Teatro Meridional para comemorar o seu 75ª aniversário. Tive a sorte de ter havido uma desistência mesmo à última hora, pois já estava tudo esgotado. Muito, muito bom, como aliás é hábito do Meridional, nomeadamente de Natália Luíza. Os espectáculos são sempre inovadores, divertidos, inteligentes e comoventes, fazendo a ponte entre a realidade e o imaginário, a crítica irónica e a militância cívica, saio sempre com o coração dilatado de ternura e orgulho.


 


Depois fui ver A ponte dos espiões, seguido de um jantar ameno com alguém que me aquece e aconchega, com quem a conversa nunca se esgota.


 


E hoje entrei pelo júbilo místico com a Oratória de Natal de Johann Sebastian Bach (Cantatas I, III e VI) no CCB, pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Coro Lisboa Cantat, com os solistas Ana Quintans, Maria Luísa Freitas, Marco Alves dos Santos, João Fernandes, e os maestros Jorge Carvalho Alves (coro) e Leonardo García Alarcón (coro e orquestra). Que orgulho ouvir excelentes músicos e cantores líricos portugueses nesta maravilhosa interpretação das Cantatas de Bach.


 



Oratória de Natal, BWV 248 Cantata I


 



Oratória de Natal, BWV 248 Cantata III


 



Oratória de Natal, BWV 248 Cantata VI 


 


Investir na cultura deveria ser uma das prioridades para o desenvolvimento económico de Portugal. Sala cheia e aplausos demorados, de uma plateia cheia de gente sedenta de música. Começo bem o Natal.

Da reconfiguração das ideias

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A ideia de que o Estado deverá ser mínimo porque atrapalha e não se sabe gerir, e que apenas o sector privado faz mover a economia e tudo regula, desde o mercado de trabalho aos preços e ao consumo através da livre concorrência, demonstrou-se uma falácia.


 


A discussão à volta do eventual esvaziamento do papel do Conselho de Concertação Social, propagado pela direita, pois há décadas que a correlação de forças é nitidamente favorável às confederações patronais, é bem o exemplo disso mesmo. Com a demissão do Estado, no que diz respeito ao número de trabalhadores, à redução das tabelas salariais e à destruição das carreiras profissionais, não fez mais que permitir a selvajaria salarial no sector privado, baixando-se todos os níveis mínimos de remunerações, assim como o desinvestimento na qualificação, pois fica muito mais barato contratar precariamente pessoal jovem em início de carreira ou desqualificado, que trabalhadores qualificados ou quadros já com experiência. Como não há qualquer concorrência a nível estatal não há forma de elevar as fasquias das condições de trabalho, salariais, de horários, segurança e progressão formativa.


 


O número de desempregados é outro embuste. Há muitíssimas pessoas nas faixas etárias entre os 40 e os 60 anos que já saíram de todas as estatísticas porque já não fazem parte dos que estão inscritos em centros de emprego. Essa mole de gente resultante das últimas décadas de deslocalizações, de fusões e concentrações que produziram o tão almejado crescimento económico alicerçado na pobreza e nos despedimentos de hordas de trabalhadores, com a mirífica tese das eficiências e eficácias, engrossa os descrentes na democracia, formando exércitos silenciosos de revoltados que cada vez têm menos a perder.


 


Vale a pena fazermos uma reflexão profunda sobre vários dogmas que têm sido o corolário do centro político desde a queda do muro de Berlim. A ideologia comunista demonstrou na prática o tipo de sociedade totalitária, desigual, violenta, desumana e subdesenvolvida que criou. Mas a nova ideologia capitalista que subsistiu liberta da concorrência comunista, com o embuste da auto-regulação dos mercados, da concorrência e da globalização está a produzir uma sociedade violenta, desigual, subdesenvolvida e desumana, e também a caminhar para regimes distantes da democracia participativa e representativa, como se prova pela forma como a própria União Europeia tem lidado com os problemas dos países e das economias periféricas, induzindo se não mesmo impondo soluções governativas à revelia dos povos.


 


Um dos assuntos que nos deveria fazer pensar, sem preconceitos ideológicos, é a existência de um sector bancário privado que não se pode reger pelas leis do mesmo porque, ao contrário de qualquer outra actividade - farmácias, supermercados, escritórios de advogados, sapatarias, etc.. - não pode falir, sob pena do seu efeito se propagar a toda a economia, tendo o Estado que assumir os prejuízos.


 


Então, porque é que não se nacionaliza a banca? Por muito retrógrado e/ ou revolucionário que esta ideia pareça, não seria o mais lógico? Ou o Estado só vale quando tem que salvar os vários bancos que, ao longo de tanto tempo, distribuem dividendos aos seus accionistas mas não podem absorver as suas dívidas e as suas falências?


 


E que tal começarmos a abrir as janelas para arejar as ideias, soprar o pó, varrer as teias de aranha e alterar a decoração das nossas mentes?


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Nota: bem a propósito, vale a pena ler A. Teixeira - O autor da "coisa".

19 dezembro 2015

Édith, la môme Piaf


Édith Piaf


 


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Charles Kiffer


 



Les derniers jours d'Édith Piaf

Moura - O meu amor foi para o Brasil

Era difícil suceder a si própria, depois do sucesso merecido que foi o Desfado. Mas Ana Moura volta a surpreender pela excelência da voz, pela qualidade das músicas e das letras, pela inovação na interpretação do que é o fado.


 


O novo disco é muitíssimo bom. Do melhor que há.


 



Carlos Tê & Ana Moura


 


O meu amor foi para o Brasil nesse vapor


Gravou a fumo o seu adeus no azul do céu


Quando chegou ao Rio de Janeiro


Nem uma linha escreveu


Já passou um ano inteiro


 


Deixou promessa de carta de chamada


Nesta barriga deixou uma semente


A flor nasceu e ficou espigada


Quer saber do pai ausente


E eu não lhe sei dizer nada


 


Anda perdido no meio das caboclas


Mulheres que não sabem o que é pecado


Os santos delas são mais fortes do que os meus


Fazem orelhas moucas do peditório dos céus


Já deve estar por lá amarrado


Num rosário de búzios que o deixou enfeitiçado


 


O meu amor foi seringueiro no Pará


Foi recoveiro nos sertões do Piauí


Foi funileiro em terras do Maranhão


Alguém me disse que o viu


Num domingo a fazer pão


 


O meu amor já tem jeitinho brasileiro


Meteu açúcar com canela nas vogais


Já dança forró e arrisca no pandeiro


Quem sabe um dia vem


Arriscar outros carnavais


 


Anda perdido no meio das mulatas


Já deve estar noutros braços derretido


Já sei que os santos delas são milagreiros


Dançam com alegria no batuque dos terreiros


Mas tenho esperança de que um dia a saudade bata


E ele volte para os meus braços caseiros


 


Está em São Paulo e trabalha em telecom


Já deve ter “doutor” escrito num cartão


À noite samba no “Ó do Borogodó”


Esqueceu o Solidó, já não chora a ouvir Fado


Não sei que diga, era tão desengonçado


Se o vir já não quero, deve estar um enjoado

Da governança comprometida e descomprimida

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Bons sinais os deste governo. O clima vai descomprimindo e respira-se de alívio. António Costa está a justificar a fama de fazedor e de conseguir atingir compromissos.


 


O que se vai ouvindo da parte do Ministério da Saúde é de aplaudir de pé. Tenho falado várias vezes daquilo que, a meu ver, é urgente para uma verdadeira reforma do SNS, indispensável aos desafios que se colocam a uma sociedade que tem de acomodar o envelhecimento populacional e o consequente aumento de doenças crónicas e onerosas, o desenvolvimento tecnológico e o aumento exponencial dos custos, a crescente especialização e as alterações de gestão dos recursos humanos escassos, mal distribuídos e desmotivados.


 


Por isso vejo com muita esperança estes sinais de projectos de verdadeira mudança e vontade de resolução de problemas, com a saúde mais próximo dos cidadãos.


 


Gostaria de estar tão optimista em relação à Educação, mas o fim dos exames do 4º ano do ensino básico, assim como a suspensão da prova de avaliação dos professores contratados, deixam-me muitas dúvidas. Os exames aos alunos, principalmente em fins de ciclos, não me parecem nada mal e não comungo da opinião dos traumas e dos sustos das crianças. Acho que se deve encontrar um modelo que seja eficaz na avaliação das aprendizagens, responsabilização dos professores, das escolas e dos alunos. Por outro lado sempre defendi que o Estado deve escolher os profissionais mais capazes e mais competentes para seus servidores e a educação é um dos serviços públicos por excelência em que essa escolha se reveste de enorme importância. Aguardo qual a forma e modalidade de escolha definida por este governo. Entretanto o regresso do até-há-pouco-tempo-eclipsado Mário Nogueira não augura nada de bom.


 


Mas não há dúvida de que o governo tem merecido a nossa confiança. A tentativa de anulação da privatização da TAP, a reversão da concessão dos transportes colectivos de Lisboa e Porto e a forma como está a tentar resolver o problema do BANIF são provas de que tem um bom senso que nos permite ter alguma fé no futuro.


 


A ver vamos!

14 dezembro 2015

Não nos escapamos...

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... ao Natal.


 


Preparemo-nos para sujar as mãos, dobrar papéis, enrolar fitas e usar a imaginação.


 


Este ano, só de licores, há algumas novidades - de caroços de nêsperas(!!!), ideia do Chef Avillez, nas manhãs da comercial, de cereja e de mirtilos (o de romãs só estará pronto lá para Fevereiro). Entretanto, depois da compota de abóbora que é já um clássico tradicional nos nossos Natais, resolvi inovar - bombons de abóbora com amêndoa e cobertura de chocolate. Ficaram muito bons!


 


Receitas:


 



  • os licores são todos feitos mais ou menos da mesma forma: o de caroços de nêsperas é mesmo com os ditos, em aguardente (quanto mais caroços, melhor) durante bastante tempo. Acho que os meus estiveram cerca de 3 meses. Depois é só mistura o xarope de água com açúcar e deixar repousar uns dias antes de consumir. Os de cerejas e mirtilos são iguais, substituindo os caroços pelos frutos.

  • Quanto aos bombons, usa-se a doce de abóbora com gengibre misturada com amêndoa ralada até ficar com consistência própria para moldar umas bolinhas. Depois derrete-se chocolate (culinário, 70% de cacau) no microondas, mexe-se bem e mergulham-se as bolinhas, depositando-as em cima de papel vegetal de cozinha, para secarem. Quando estiverem secas, estão prontos os bombons.


 


Ainda pensei em fazer abóbora cristalizada mas, para já, ainda não fiz e temo que não o farei tão cedo. É que é mais fácil projectar do que realizar.

10 dezembro 2015

Cada um tem as suas leituras

A propósito das últimas sondagens da Universidade Católica, é interessante verificar a leitura que delas fazem os vários media:



 


A minha leitura é diferente:



  • Se as eleições fossem hoje, a maioria que suporta este governo seria maior do que a que resultou dos votos em 4 de Outubro (em 1%)


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Ou seja, nada mudou de então para cá.


 


Por isso, a tese defendida por Luís Montenegro, em São Bento - Fizeram tudo isto um pouco às escondidas e não disseram antes das eleições o que congeminaram entre si sabe-se lá desde quando. - ou por Carlos Blanco de Morais, em Belém - Outros eleitores não compreenderiam que o seu voto tivesse sido convolado na formação de uma aliança que não fora preanunciada e para muitos, contranatura. - é, ela própria, um embuste (mais um) da PAF, a que os media (ainda) dão cobertura.

07 dezembro 2015

Os Patologistas

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(...) Significa que há uma noção de que no mundo a patologia precisa de ser posta em relevo, somos nós que fazemos os diagnósticos e os patologistas sofrem muito do complexo da invisibilidade. (...)


 


(...) Eu faço é exame de fragmentos tirados de pessoas ou citologias e faço o diagnóstico - se é benigno ou maligno, como deve ser tratado. Nós somos importantíssimos para o tratamento adequado dos doentes e no entanto o doente nem sabe que nós existimos. (...)


 


(...) Há uma outra professora nomeada, que é a professora Fátima Carneiro do São João. É notável que em 100 patologistas de todo o mundo, Portugal tenha dois entre os melhores, que são nomeados e e eu ganhei a eleição. Isto significa que a patologia portuguesa tem muita qualidade. (...)


 


Manuel Sobrinho Simões

Nova morada - do Sapo para o Blogger

Resilience Paula Crown O Sapo vai deixar de ser uma plataforma de alojamento de blogs. Tudo acaba. Os blogs estão em agonia e só mesmo algu...