30 março 2012

Mazel Tov

 


Ouvi uma amostra do som deste grupo na FNAC, enquanto ensaiavam a atuação a minutos de acontecer. Não conhecia, mas passei a conhecer.


 



Aqui em baixo tudo é simples


 

29 março 2012

Não me apetece

 


A verdade é que não me apetece. Não me apetece escrever sobre nada do que ouço, vejo, penso, sinto. Não me apetece repetir à exaustão, todos os dias, aquilo que já outros disseram.


 


Não me apetece reflectir sobre a reforma curricular, não me apetece dizer que concordo com os exames nos fins de ciclo, que não percebo em que é que isso é mau para o ensino nem para os alunos, não percebo porque é que a esquerda se associa a este tipo de discussões estéreis. Também não percebo o que vai acontecer aos alunos que não passarem nos exames, como vão ser acompanhados, como se vai investir na sua aprendizagem, demonstrado que está à saciedade que as retenções não melhoram o aproveitamento. Não percebo se as turmas vão continuar a ser feitas da mesma forma que já o foram (são?), juntando os alunos com mais dificuldades, maiores problemas de disciplina e integração, em turmas que sobram para os professores inexperientes e menos qualificados. Não percebo a razão da redução horária da disciplina de Ciências. Não percebo a razão da falta de empenho, por parte do PS, na verdadeira discussão sobre a qualidade do ensino na escola pública.


 


Não me apetece indignar-me com a manipulação da informação, com os comentadores, com as inacreditáveis manchetes sobre Sócrates, sobre a caça às bruxas que se instalou na sociedade e nos órgãos de representação política, e da caça às bruxas que se instalou a partir dos órgãos de representação de juízes, não me apetece preocupar-me com as múltiplas e variadas comissões parlamentares de inquérito, com a hipocrisia dos partidos da dita esquerda grande. Não me apetece lidar com a falta de nível do maior partido de oposição que se envergonha do que de positivo e ousado se fez nos governos anteriores, para se acoitar em silêncios que embaraçam as pessoas que têm memória e que aumentam a desesperança por uma alternativa que não se adivinha.


 


Não me apetece continuar sem vislumbrar a saída da crise, não me apetece não perceber se a descida dos juros das dívidas, das yield, tudo aquilo de que todos falam com ar sisudo e sabedor, é positivo, não me apetece ouvir a recessão, a execução orçamental, as desculpas esfarrapadas e mentirosas sobre o triplo da dívida comparada com o ano anterior, não me apetecem os telejornais, as taxas moderadoras, a irresponsável ligação das mortes no pico da gripe com a crise.


 


A verdade é que não me apetece. Aguardo a gestação de outra vontade interior. De força, de raiva ou de medo, que a cobardia também se renova em cada ano que nos somamos.


 

26 março 2012

Um dia como os outros (110)

 


 



(...) Há mais de vinte anos, o historiador Roger Griffin contribuiu para a caracterização dos regimes antiliberais e antidemocráticos que assolaram a Europa no período entre-guerras do século XX, com um importante livro (The Nature of Fascim, 1991) onde recorreu ao mito da criação do «homem novo» para elaborar um conceito de «fascismo». Segundo a definição ideal-típica de fascismo elaborada por esse autor, a ideologia fascista seria marcada por um «ultranacionalismo populista palingenético» – de «palin» (restauração) e «genesis» (criação, nascimento) –, cujo mínimo denominador comum seria precisamente o mito da criação do «homem novo» e de um «mundo novo», necessários, após décadas de liberalismo dissolvente e decadentista. Tal como o regime fascista italiano de Mussolini utilizou esses conceitos, elaborando até um calendário novo que se iniciava a partir do momento da «Marcha sobre Roma», em 1922, também o regime português de Salazar, em início de carreira, recorreu frequentemente aos termos de «regeneração nacional» ou «reconstrução nacional», nos anos 30 e 40 do século XX. Através deles, pretendia-se mostrar que o Estado «Novo» era um «novo» regime regenerador, restaurador e reconstrutor, que se propunha enterrar a decadência nacional promovida pelo liberalismo, pelo parlamentarismo, pelo socialismo e pelo comunismo. As célebres comemorações do duplo centenário e da Exposição do Mundo Português, de 1940, celebravam precisamente três importantes datas: 1140 (fundação e Portugal); 1640 (restauração de Portugal) e 1940 (regeneração de Portugal), através do Estado «Novo». (...)


 


Irene Pimentel


 

24 março 2012

Matéria de estudo

 


Um dia as razões de ser da perseguição encarniçada que se continua a fazer a Sócrates, aos seus governos e aos seus ministros serão, com certeza, matéria de teses de doutoramento.


 


Sindicatos de Juízes a interferirem politicamente, um Presidente da República que utiliza as suas funções de Estado para se vingar de um Primeiro- ministro, jornalistas que especulam sobre a forma como Sócrates vive em Paris, há algo de inacreditável neste encarniçamento, nesta tentativa de destruir pessoas que exerceram o poder para que foram democraticamente eleitas, que lutaram e defenderam as suas convicções e as suas políticas, sufragadas livremente pelos cidadãos.


 


Além de inaceitável é também assustador. E mais ainda quando o próprio PS tem receio de assumir a defesa do seu património, de assumir a defesa dos governos anteriores, colando-se silenciosamente aos perseguidores de Sócrates, pensando que só assim poderão angariar alguns votos.


 

23 março 2012

Violência antidemocrática (2)

 


A Polícia exerce a autoridade do Estado democrático. Por isso mesmo um Estado democrático não pode deixar de averiguar e punir os actos de violência da polícia, seja em que circunstâncias forem. Não é porque as vítmias são jornalistas, mas porque são pessoas. A Polícia pode e deve conter provocações e desacatos, nomeadamente impedir que haja arruaceiros mascarados de manifestantes que se apelidam Plataforma 15 de Outubro ou Indignados, agridam quem lhes apetece. Mas a intervenção policial não pode ser desproporcionada, como foi o caso.


 


A greve geral foi um fracasso e o baptismo de Arménio Carlos, badalada como um ritual de iniciação por todos os media, teve uma amplificação, resultante destas atitudes antidemocráticas, que nem o próprio Arménio Carlos podia sonhar.


 

22 março 2012

Violência antidemocrática (1)

 


Em democracia é inadmissível que haja cargas policiais sobre manifestantes, tal como é inadmissível que haja manifestantes que atirem pedras sobre polícias e outros cidadãos, tal como é inadmissível que haja piquetes de greve a pressionar cidadãos e a impedi-los de, livremente, não fazerem greve.


 

21 março 2012

Grécia anunciada

 


Isto é a crónica da Grécia anunciada. Tantos já o tinham previsto, avisado, explicado.


 


Quando chegarmos a um défice muito superior ao que deveríamos ter, este ano, onde vai o governo cortar mais? Ou será que o périplo de Vítor Gaspar pelos EUA e os elogios da Comissão Europeia são o anúncio da renegociação da dívida, do alargamento dos prazos, por parte do tolerante professor ante a aplicação do aluno?


 

20 março 2012

Encruzilhadas

 



Robert B. Howard 


 


Todos os dias uma encruzilhada


escolhas de bem ou mal


por muito que aprendamos os matizes da vida.


Decisões tremendas ou sinuosas


entre palavras de circunstância e confortos de preguiça


a dor do corpo que não se dobra.


 


Todos os dias uma encruzilhada


escolhas de ficar bem ou mal


por muito que aprendamos a flexibilidade do mundo.


 

18 março 2012

Gongorismos

 



Luis de Góngora 


 


Estou com alguma tendência para expressões e raciocínios gongóricos. Começo a ficar assustada.


 

Política (2)

 


Também me consigo lembrar de hipóteses de candidatos à Presidência que seriam ideais para a implosão da República, tais como Maria Filomena Mónica, Ana Gomes, Marinho e Pinto, Maria José Morgado e Vital Moreira, por exemplo.


 


Mas quem deveria apresentar-se sem pejo nem rebuço seriam os representantes sindicais de Juízes - António Martins - e Magistrados Públicos - João Palma. Todos à uma - como a candidatura presidencial habitual do PCP - ou em separado, todos deveriam ir a votos, para tentarem a legitimidade que lhes não assiste em determinadas tentativas de tomada de poder, de formas muito pouco transparentes e muito pouco democráticas.


 

Just One Of Those Things

 



Louis Armstrong & Oscar Peterson


 


It was just one of those things
Just one of those crazy swings
One of those bells that now and then rings
It was one of those things

It was just one of those nights
Just one of those fabulous flights
A trip to the moon on gossamer wings
It was one of those things

If we'd thought a bit about the end of it
When we started jumpin' town
We'd have been aware that our love affair
Was too hot not to cool down

So good-bye, dear, good-bye and amen
Here's hopin' we'll meet now and then
It was great fun
But it was just one of those things

Dar

 



Jack Levine


 


Li há algumas semanas estatísticas sobre faustos rendimentos de poucos e excedentes agruras de muitos. Por tudo se redistribui a carestia, o aperto, a redução. Mas aos raros a quem sobejam anéis nem sequer lhes desconforta o tamanho do cofre, nem sequer lhes lembra o contributo de cidadania.


 


Dar a quem precisa são palavras que se debitam piedosamente nas rodas sociais, nos bancos de igreja e nos jornais obedientemente conformes. Ninguém se propõe comprar equipamentos hospitalares, alargar e retemperar escolas depauperadas, apoiar iniciativas artísticas. Sem pompa nem circunstância, apenas escolher a causa, a terra, a gente e atuar, discreta e silenciosamente, como mandam novos e velhos testamentos de recentes e antigas sabedorias divinas e terrenas.


 

Memória

 



Jan Zach


 


Amálgama do que passou


cimento de que virá.


Estímulo lesão e cicatriz


reação encadeada


trocas de informação


redes de partilha.


Previsão de idêntica ferida


com semelhante estilete


recolhida reação.


 


Semente de medo


na indispensável imaginação.


 

17 março 2012

A derrota da crise (6)

 



 


não tenhas medo, eu domestico os monstros


 


Tiago Taron


 


Galeria Pente 10
Travessa da Fábrica dos Pentes, 10
(ao Jardim das Amoreiras)
1250-106 Lisboa, Portugal


 

Política (1)

 


Leonor Beleza, Maria de Lurdes Rodrigues, Assunção Esteves, Eduardo Ferro Rodrigues, são algumas pessoas sobre as quais as cúpulas partidárias poderiam pensar como possíveis candidatos à Presidência da República, pela necessidade e esperança de que a próxima disputa eleitoral nos faça eleger um futuro Presidente melhor que o actual. Não são nada consensuais. Mas isso seria bom sinal para um verdadeiro debate de ideias.


 


No entanto todos sabemos que o que menos interessa, principalmente às cúpulas partidárias, são debates ideológicos. A política, hoje em dia, é feita por gabinetes onde pululam jornalistas acéfalos, na esfera de gente pouco escrupulosa. É muito mais importante espalhar mentiras e vasculhar a vida privada de quem teve ou tem visibilidade, do que discutir a evolução da sociedade e do regime democrático, o papel do Estado em sociedades envelhecidas, a evolução científica e tecnológica no bem-estar das populações, enfim, o uso do poder para servir os cidadãos.


 

Vendidos

 


Quantos de nós já nos pendurámos uma etiqueta a dizer VENDIDO? O problema é que quem nos compra nem sequer se interessa pelas nossas competências, desmentidas imediatamente após a transacção comercial.


 

Em movimento

 



Kate Theodores


 


Em movimento


sempre em labiríntico exemplo de procura


serpenteando
pela incógnita da nossa verdade.


Em movimento


perpétuo e desconhecido


um cansaço


sem fim por dentro do esforço


empurrando
forçando abrindo ventos e mares.


Glória insana


de não desistir.


 

15 março 2012

Servidores do Estado

 


Maria de Lurdes Rodrigues, depois de todos os enxovalhos públicos a que foi sujeita, depois de ter sido arrasada na rua, no Parlamento, nos media, pelos partidos da esquerda grande e da direita estreita, explica na TSF, para quem a quiser ouvir, a manipulação que este governo está a fazer do que se passa e do que se passou na e com a Empresa Parque Escolar.


 


Como é hábito o País não reconhece nem agradece a quem dedicou o seu esforço, a sua competência e a sua motivação ao serviço público. Vale a pena ouvir Maria de Lurdes Rodrigues, às 4ªs feiras, na TSF.


 

10 março 2012

Teach me tonight

 



Amy Winehouse 


 


Did you say I've got a lot to learn?
Well babe, don't think I'm trying not to learn
Since this is the perfect spot to learn
Go on, teach me tonight

Starting with the ABC of it
Right down to the XYZ of it
Help me solve the mystery of it
Go on, teach me tonight

The sky's a blackboard high above you
If a shooting star goes by
I'll use that star to write "I love you"
A thousand times across the sky

One thing isn't very clear, my love
Should the teacher stand so near, my love?
Graduation's almost here, my love
Teach me tonight

I'll use that star to write "I love you"
A thousand times across the sky

One thing isn't very clear, my love
Should the teacher stand so near, my love?
Graduation's almost here, my love
Oh oh teach me...
Oh oh
Teach me tonight


 

Hienas

 



Ayuna Collins


 


 


Fatias de irreprimível despeito


em fartas espécies de tremente carne


olhos que afastam interrogações


fatias de irreprimível bocejo


entrelaçados dedos em pinça.


 


Pudesse eu desformar essa sentença


esse elástico sorriso de hienas.


 

Depressão

A última semana foi pródiga em motivos de depressão acentuada para quem teima em manter-se otimista em relação às pessoas e ao caminho político e social do país.


 


Desde a instauração da democracia que é difícil encontrar exemplo mais infeliz de um detentor do cargo presidencial, como neste momento. Aníbal Cavaco Silva é, de fato, difícil de igualar em falta de envergadura, elevação, distanciamento, sentido de missão, ponderação, diplomacia, conhecimento, cultura e moralidade para o desempenho da função.


 


Nada obsta a que os protagonistas políticos não deixem as suas memórias para a posteridade. Mas enquanto atores políticos, pede-se-lhe a capacidade de honrarem os cargos que ocupam. O texto a que todos se referem, desde ontem, revela um Presidente que, no exercício das suas funções, num desdobramento de personalidade e auto elogios, justifica azedamente o mal do país com a deslealdade do governo anterior, mais especificamente de Sócrates. Cavaco Silva não consegue abstrair-se da admiração que tem por si mesmo, da sua pequena roda interior, do seu vicioso ciclo emplumado, do seu espelho multiplicador.


 


Por outro lado este infeliz episódio, a que estranhamente foi dada tanta ênfase na comunicação social, visto que se trata de um prefácio ao tomo número n de fascículos dos discursos do presidente, que ninguém alguma vez leu com atenção, serviu para ofuscar a monumental derrota política do governo na Assembleia da República, a propósito do caso Lusoponte.


 


Coincidência ou não, esta é uma semana em que o tempo brilhante de uma Primavera antecipada não fez esquecer a infelicidade de quem teima em manter-se a par do que se passa cá dentro.


 

05 março 2012

A derrota da crise (5)


2 de Março a 15 de Abril


Teatro Meridional


 


Um sonho ou um poema cénico, em que as narrativas se fragmentam em imagens que passam, se transformam e diluem.


São “poemas”  e sonhos de mulheres,  onde o feminino encontra os seus referentes em contos de fadas, nas deusas gregas e sempre nas mulheres de muitas histórias e de muitos lugares.


Povoado de símbolos que despoletam ou prenunciam diferentes acções, procurámos dar voz aos arquétipos, às imagens primordiais femininas, na constante repetição da mesma experiência realizada durante muitas gerações.


Diz a tradição que uma das missões dos Anjos é ajudar a humanidade a aproximar-se de Deus. Aqui, as mulheres são alguns dos “anjos” que têm fome do mundo e de si próprias.


 


Criação - Teatro Meridional


Encenação e Dramaturgia - Natália Luíza


Poemas - Al Berto, Fernando Pessoa, Herberto Helder, Gastão Cruz, Gonçalo M. Tavares, Teixeira de Pascoaes


Elenco - Ana Lúcia Palminha, Carla Galvão, Susana Madeira


Espaço Cénico e Figurinos - Marta Carreiras


Música original - Fernando Mota


Desenho de luz - Miguel Seabra


Vozes Gravadas - António Fonseca, Miguel Seabra e Natália Luiza


Fotografia - Nuno Figueira


Assistência de Encenação - Maria João Santos


Design gráfico e Vídeo - Patrícia Poção


Assistência de cenografia - Marco Fonseca


Operação técnica - Nuno Figueira
Montagem - Marco Fonseca e Nuno Figueira


Produção Executiva - Natália Alves


Direcção de Produção - Maria Folque


Direcção Artística TM - Miguel Seabra e Natália Luiza


04 março 2012

Congresso PSD

 


Será que há tantas indignações agora, com a eleição de Passos Coelho, candidato único à chefia do seu partido, vencedor anticipado com 95,5% dos votos, como houve na altura em que Sócrates foi candidato único e eleito com 95,3%?


 


Será que ninguém se preocupa com o kimilsunguismo do PSD? Com a falta de democracia interna do partido do governo?


 

01 março 2012

Em nome do pai

 



Porta de uma padaria em Sabrosa (01/03/2012) 


 


O meu nome, próprio e de família, da mãe e do pai. Aos 10 anos não pensamos nisso, aos 20 anos queremos ser nós, se possível nascidos de geração espontânea, sem peso de ecos, mesmo que por boas razões, aos 30 e 40 enchemos o nome com a vida, aos 50 sentimos o nome como continuidade.


 


De mãe e de pai nascemos, mas hoje ocupo-me do pai. Daquele pai ao serviço da Pátria e do Exército, que fez do serviço público a sua vida. Daquele pai com um nome que incomodava a minha independência, no nome que pesava quando me chamavam para os exames, do nome que granjeava admiração e respeito na altura em que eu me considerava filha de Deus e do Diabo. Daquele pai de quem tantas vezes discordei e muitas vezes ainda discordo. Daquele pai que me habituei a olhar com os valores que me ensinou desde que nasci. Daquele pai reto, convicto e brilhante, que falava de livros, países, História, filosofia, política. Daquele pai determinado e que não se acomodava ao poder, aos conhecimentos adquiridos, até à serenidade de uma velhice sem sobressaltos.


 


Hoje ocupo-me do pai que nasceu em Vilela do Douro, que foi hoje homenageado por Sabrosa. Daquele pai cujo percurso desfilou perante a assembleia, recitada por amigos e familiares, daquele pai que me doou algumas das caraterísticas que, por vezes, me transtornam a vida como transtornaram a dele, mas que nos fazem olhar a direito para o espelho sem corar.


 


Não gosto de falar do meu pai. Mas hoje ocupo-me de me sentir orgulhosa e emocionada por ter estado presente na homenagem que lhe foi feita. Não gosto de congratulações por empréstimo nem de me colar ao que não foi, por mim, atingido ou elaborado. Mas hoje chorei de contentamento pela emoção do meu pai. Hoje falo do importantíssimo papel que ele, tal como outros como ele, tiveram na nossa História coletiva, na implementação da nossa democracia. Imagino o empolgamento, a responsabilidade, a coragem, a determinação, as dúvidas, as certezas, a disciplina e a estatura moral que ele, tal como outros como ele, viveram, tiveram.


 


Não gosto de falar do meu pai. Mas hoje ocupo-me também de agradecer o seu exemplo, mais do que tudo o que ele me poderia dar. Hoje sou mesmo a filha do meu pai.


 

Nova morada - do Sapo para o Blogger

Resilience Paula Crown O Sapo vai deixar de ser uma plataforma de alojamento de blogs. Tudo acaba. Os blogs estão em agonia e só mesmo algu...